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Bolsonaro ironiza notícia de que Michelle promove cultos clandestinos

Bolsonaro criticou a imprensa e gargalhou ao lado dos apoiadores, ironizando o conteúdo da notícia - Adriano Machado/Reuters
Bolsonaro criticou a imprensa e gargalhou ao lado dos apoiadores, ironizando o conteúdo da notícia Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo

24/08/2021 13h06Atualizada em 25/08/2021 15h10

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ironizou a notícia de que a primeira-dama Michelle Bolsonaro realizou cultos clandestinos da Igreja Batista Atitude de Brasília no Palácio do Planalto e voltou a descredibilizar a imprensa. A declaração do presidente foi feita hoje, em conversa com apoiadores, na saída do Palácio da Alvorada, no Distrito Federal.

A informação sobre os cultos no imóvel público foi noticiada pelo portal Brasil de Fato. Segundo o chefe do Executivo federal, a imprensa "não tem sobre o que falar" e por isso fizeram a nota na semana passada.

Imprensa cada vez mais desacreditada. Fizeram uma nota semana passada que minha esposa realiza cultos clandestinos aqui na casa dela. Impressionante. Não tem o que falar, né?
Jair Bolsonaro

O presidente criticou a imprensa e gargalhou ao lado dos apoiadores, ironizando o conteúdo da notícia. De acordo com a apuração do Brasil de Fato, as sessões religiosas seriam comandadas por um pastor contratado pelo gabinete pessoal do presidente.

Os cultos frequentados pela primeira-dama ocorriam, segundo o portal de notícias, desde janeiro de 2020 e não teriam sido suspensos mesmo com a pandemia, em março de 2020. Naquele mês, o governo do Distrito Federal decretou a suspensão de atividades, incluindo missas e cultos, em razão do avanço da covid-19.

A Célula Shalom é classificada como bilíngue porque os cultos são ministrados tanto em voz quanto em libras (Linguagem Brasileira de Sinais). A linguagem de sinais é uma das principais bandeiras de Michelle Bolsonaro.

Mais cedo, em entrevista a uma rádio do estado de Alagoas, Bolsonaro citou que a esposa é evangélica e que ele é católico. O presidente fez a declaração ao ser questionado se as bandeiras religiosas da corrida eleitoral de 2018 à Presidência da República se manteriam, ao que ele confirmou.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado em versão anterior deste texto, Bolsonaro não negou que a primeira-dama realizou cultos clandestinos, mas ironizou a notícia. A informação foi corrigida.

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