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Técnica para corrigir problema no coração permite alta após 48 horas

Alessandra Morgado

Do UOL, em Piracicaba

19/03/2013 17h40Atualizada em 20/03/2013 16h40

Uma menina de quatro anos com malformação congênita no coração foi submetida a uma técnica de cateterismo no Instituto do Coração de Piracicaba (Incorpi), vinculado ao Hospital dos Fornecedores de Cana (HFC), um dos centros de referência em cardiologia no interior do Estado de São Paulo. É o primeiro procedimento desse tipo feito na cidade e a vantagem está na rapidez da recuperação: a paciente teve alta após 48 horas.

A menina, que tem Síndrome de Down, nasceu com a chamada Comunicação Interventricular (CIV). “O defeito gera um fluxo elevado de sangue nos pulmões provocando hipertensão arterial pulmonar, infecções respiratórias de repetição, baixo ganho de peso e baixa estatura”, disse Pablo Tomé, médico e coordenador de Setor de Intervenções Congênitas do Incorpi, que foi responsável pela cirurgia realizada em fevereiro e divulgada nesta terça-feira (18).

A técnica utilizada foi a inserção de duas próteses de nitinol (liga feita de níquel e titânio) por meio de cateteres que foram introduzidos por orifícios na região da virilha da paciente. O nitinol tem flexibilidade e memória térmica, o que permite que a prótese se deforme para passar pelos cateteres e no coração, mas volte ao formato original ao ser implantada nos orifícios cardíacos. O monitoramento foi feito por raio X e ecocardiograma. 
 
Além do tempo menor de recuperação, a técnica traz outras vantagens:  “A sensação dolorosa é menor, havendo também menor índice de complicações pulmonares e de transfusões sanguíneas, quando comparadas à cirurgia aberta convencional, além do bem-estar proporcionado para toda família”, explica Tomé.
 
O tratamento convencional  dessa  patologia  é  a  cirurgia  cardíaca,  com incisão  no tórax  do  paciente,  com  visualização  direta  do  coração, parada  cardiorrespiratória  e  circulação  extracorpórea. Várias instituições no país já realizam o procedimento. Segundo Tomé, o HFC é um dos poucos centros com capacidade técnica para realizá-lo.

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