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Menina com ameba "comedora de cérebro" visita local em que foi infectada

Do UOL, em São Paulo

08/10/2013 13h30

Uma menina de 12 anos que contraiu uma rara infecção cerebral rara em um parque aquático no Estado de Arkansas, nos Estados Unidos, retornou ao local pela primeira vez desde que contraiu a doença nesta segunda-feira (7) para anunciar um torneio de pesca beneficente para sua família no fim deste mês. As informações são da Associated Press.

Kali Hardig foi diagnosticada com uma meningite rara, chamada meningoencefalite amebiana primária, em julho. A doença costuma ser fatal, mas a garota se recuperou depois de ter recebido tratamento no hospital infantil do Arkansas.

"Não há ressentimentos", afirmou a mãe de Kali, Traci Hardig, que estava com sua filha durante o para o anúncio do evento no parque aquático Willow Springs. "Eles (os donos do parque) são apenas uma família, assim como nós. O espaço é o sustento deles e para mim está tudo bem apoiá-los".

Depois que a doença de Kali foi diagnosticada e a causa atribuída a uma ameba "comedora" de cérebro, chamada Naegleria fowleri, os donos do parque, David e Lou Ann Ratliff, proibiram nadar no lago de areia e decidiram que só voltariam a reabri-lo depois que pudessem cimentar o fundo.

De acordo com a AP, autoridades de saúde do Estado afirmaram que outro caso de meningite, ocorrido em 2010, estaria conectado ao parque aquático.

A ameba Naegleria fowleri é frequentemente encontrada em água doce, como lagos, rios e nascentes de água quente. O parasita costuma ser inalado pelo nariz enquanto as pessoas nadam ou mergulham. Ele pode chegar até o cérebro e causar a infecção.

A menina aparentemente não ficou com nenhuma sequela da doença. Traci contou que ela continua com as sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional  enquanto frequenta a escola. Kali afirmou ainda que se sentiu bem ao voltar para o Willow Springs. "Eu gosto de me divertir aqui", disse.

Segundo as autoridades de saúde americanas, 128 infecções desse tipo foram relatadas nos Estados Unidos entre 1962 e 2012. Antes de Kali, os médicos só identificaram um sobrevivente no EUA e outro no México.

Em agosto, um menino de 12 anos do sul da Flórida, nos Estados Unidos, infectado pela mesma ameba, morreu depois dos médicos terem conseguido controlar a infecção. Zac Reyna, pai da criança, doou todos os órgãos do filho "para salvar vidas".

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