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"Tenho muita sorte e sinto que não tive ebola", diz norueguesa após cura

Torstein Boe /AP
Silje Lehne Michal se diz frustrada com a forma como o mundo está combatendo o ebola Imagem: Torstein Boe /AP

Do UOL, em São Paulo

2014-10-20T16:01:14

2014-10-21T10:46:45

20/10/2014 16h01Atualizada em 21/10/2014 10h46

“Sinto-me muito sortuda e, na verdade, não sinto que tive ebola”, disse Silje Lehne Michalsen, 30, a norueguesa da organização Médicos sem Fronteiras, que está livre do vírus ebola. Michalsen contraiu o vírus durante uma missão em Serra Leoa, na África ocidental.

Michalsen estava sendo tratada em uma área de isolamento do Hospital Universitário de Oslo, após ser transferida do país africano, desde 7 de outubro.

"Hoje estou bem de saúde e já não sou capaz de transmitir a doença", disse Michalsen durante coletiva de imprensa, poucos minutos depois de o Hospital Universitário de Oslo ter anunciado que ela havia se recuperado. Ela abraçou parte da equipe médica enquanto falou aos jornalistas.

O hospital não deu detalhes sobre o tratamento da médica.

Em sua primeira aparição pública desde sua recuperação, a norueguesa criticou a reação da comunidade internacional à epidemia.

"Durante três meses, vi a total ausência de uma resposta internacional. Durante três meses, eu ficava cada vez mais preocupada e frustrada. O relógio está correndo e o número de mortos está aumentando. Devemos agir e agir agora", disse.

A norueguesa disse ainda saber que teve um tratamento muito diferente do que o disponível nos países epidêmicos.

"Aqueles que foram e que estão infectados com o ebola na África tinham e têm uma experiência muito diferente da que eu tive. Ter ebola na África Ocidental é mais do que ter sintomas. Eles estão perdendo irmãs, pais e vizinhos. [...] Suas famílias são estigmatizadas. Eles são mantidos em barracas quentes, lotadas, com camas duras e cadáveres nas camas vizinhas. Mas isso apenas se você tiver sorte o suficiente para se manter sentado”.

A epidemia de ebola, que atinge principalmente Serra Leoa, Libéria e Guiné, matou mais de 4.500 pessoas neste ano. A Nigéria, que havia notificado casos de ebola,  saiu do mapa da epidemia, informou hoje a OMS.

(Com agências internacionais)

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