Mitos e verdades

Unha fraca é sinal de alguma doença? Veja mitos e verdades

Noelle Marques

Do UOL, em São Paulo

As brasileiras adoram fazer as unhas e testar esmaltes. Mas o hábito ainda desperta dúvidas: passar base antes do esmalte protege a unha? Manchas brancas indicam falta de cálcio? Unha fraca é sinal de alguma doença?

Segundo especialistas ouvidos pelo UOL, as unhas requerem atenção, e não só pela estética. Unhas fracas, por exemplo, podem ser sinal de algo mais grave, como o hipotireoidismo (deficiência na glândula tireoide), ressalta o médico Jardis Volpe, especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

"Uma das coisas mais comuns que vemos nos consultórios, são pacientes com unhas fracas e quebradiças", conta Volpe. "Na maioria das vezes, pode ser uma deficiência nutricional, de alguma vitamina do complexo B, por exemplo, ou hipotireoidismo. Esta doença é caracterizada pelas unhas e cabelos enfraquecidos". 

Outra "mania" brasileira que merece a atenção é a de retirar toda a cutícula das unhas, o que pode trazer problemas para a saúde. Segundo o dermatologista, não é recomendado retirar a pele em torno das lâminas ungueais (parte dura da unha), em idade nenhuma.

"A cutícula é uma proteção natural do organismo, que evita infecção da pele ao redor da unha e da própria matriz por fungos, bactérias e vírus", enfatiza.

Questão de higiene? 

Por isso, ao contrário do que muita gente acredita, ir toda semana à manicure não é necessariamente uma questão de higiene. 

"Muitas pessoas se esquecem de retirar as sujeiras que se acumulam debaixo das unhas, que podem acabar transmitindo doenças, já que levamos a mão constantemente à boca e aos olhos", alerta a infectologista Raquel Stucchi, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. "Ir à manicure não é um ato de higienização, é algo puramente estético e supérfluo", enfatiza. A higiene acontece, explica ela, quando lavamos a mão com água e sabão.

Stucchi também alerta que fazer as unhas favorece a contaminação, ou seja, aumenta a chance de micoses, infecções nas cutículas, doenças bacterianas e doenças virais, como hepatite B, hepatite C e HIV.

Por isso, é importante esterilizar de maneira adequada os equipamentos utilizados. O alicate, a espátula e a lixa de metal devem ser lavados com água e sabão e com a ajuda de uma escovinha para retirar a sujeira para só depois serem colocados na estufa e na autoclave, máquinas que submetem os instrumentos a altas temperaturas.

"O ideal é que cada um leve o seu próprio kit de instrumentos quando for fazer a unha", finaliza a médica.

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