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Pfizer: coordenador de testes diz crer que vacina chega ao país em janeiro

Vacina da Pfizer ainda não foi comprada pelo governo federal, mas há negociações - Divulgação
Vacina da Pfizer ainda não foi comprada pelo governo federal, mas há negociações Imagem: Divulgação

Colaboração para o UOL

10/12/2020 09h27

Cristiano Zerbini, coordenador dos testes da vacina Pfizer/BioNTech no Brasil, acredita que este imunizante vai chegar ao país em janeiro. Recentemente o Ministério da Saúde informou que está negociando para comprar 70 milhões de doses e até alimentou a expectativa de receber uma parte em dezembro, possibilidade descartada. Cristiano acredita que teremos brasileiros vacinados no primeiro mês de 2021.

"Tenho impressão que vamos começar vacinação no Brasil em janeiro, para todas vacinas. A vacina da Pfizer, eu diria que teremos à disposição no começo do ano. Vão haver doses para um início da vacinação. Tenho impressão que a Pfizer vai estar apta a fornecer essa vacina no 1º trimestre de 2021. E espero que ocorra em janeiro. Tenho quase certeza que isso pode ocorrer. A Pfizer está com muita boa vontade", destacou Cristiano em entrevista à Globonews.

Segundo o coordenador dos testes, a Pfizer completará a fabricação de 50 milhões de doses da vacina neste ano, mas essas já estão vendidas. Porém, para o ano que vem, tem uma grande quantidade de doses disponíveis.

"Ano que vem a Pfizer vai fazer 1,3 bilhão de doses. Se calcular as doses que todos países que já adquiriram, dá aproximadamente 500 milhões. Então tem muitas à disposição ainda", explicou Cristiano.

Apesar da expectativa de começar a vacinação em janeiro, é possível que nem todos brasileiros sejam imunizados até o final de 2021. Então Cristiano recomendou que os cuidados sanitários sejam mantidos no ano que vem.

"Não podemos deixar a população achar que não precisa de máscara porque tem a vacina. A vacina para todos brasileiros vai levar um ano pelo menos. Não sei se vamos vacinar todos brasileiros até o fim de 2021. Então não deixem de usar máscaras e fazer distanciamento social", pediu Cristiano.

Reações após vacinação

A vacina Pfizer/BioNTech já começou a ser aplicada no Reino Unido e, ontem, houve recomendação para que alguns alérgicos não tomassem a vacina. É uma orientação apenas para quem tem casos mais graves. E Cristiano acredita que isso ainda precisa ser observado melhor, pois não é um problema que apareceu nos testes.

"Na fase 3 de testes não houve casos de alergia importantes. O que vemos é que às vezes o braço fica um pouco vermelho, uma alergia local. Isso pode ocorrer para poucos pacientes. Mas uma alergia mais geral, mais importante, ainda precisamos observar. Seria um quadro de vigilância. Seria uma espécie de estudo fase 4. Uma vigilância pós comercialização. Aqui no nosso centro não tivemos quadro de alergia geral. Vamos ter que observar efeitos nessa vacinação geral, antes de tirar conclusões precipitadas. Precisamos pedir pra que população se vacine", concluiu Cristiano.

Sobre outras reações, o coordenador de testes disse que foram apenas reações adversas leves, que duraram poucos dias.

"O que notamos é que 60% a 70% das pessoas sentem um pouco de dor no braço nos primeiros 2 dias após aplicação. É muito variável, mas a queixa principal é essa. E os jovens sentem mais do que as pessoas de idade. Outra queixa é de fadiga, cansaço, até 4º dia após vacina. E outro efeito colateral é dor de cabeça, que pode ocorrer mesmo com pessoas de mais idade, mas sempre levando em conta que isso ocorre mais com jovens, porque tem sistema imunológico mais responsivo a qualquer estímulo imunológico", explicou Cristiano, que acredita que esse tipo de problema é "um preço pequeno pra ficar livre da pandemia".

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