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Com Pfizer e Janssen, veja a previsão de chegada e distribuição de vacinas

Homem recebe vacina contra o novo coronavírus no drive thru do estádio do Pacaembu - Arthur Stabile/UOL
Homem recebe vacina contra o novo coronavírus no drive thru do estádio do Pacaembu Imagem: Arthur Stabile/UOL

Natália Lázaro

Colaboradora do UOL, em Brasília

04/03/2021 15h46Atualizada em 05/03/2021 13h35

Com os recentes acordos do Ministério da Saúde fechados com produtores das vacinas da Pfizer e Janssen, o Brasil deve receber mais 138 milhões de imunizações contra a covid-19 até o fim do ano. Também foi informado que, por meio do consórcio Covax Facility, o país deve receber 3 milhões de vacinas este mês e outros 6 milhões entre abril e maio. Agora, o país terá acesso a cinco imunizantes contra o novo coronavírus, distribuídos em diferentes cronogramas concluídos até dezembro.

O objetivo explicitado pelo governo é garantir a proteção, inicialmente, dos profissionais da linha de frente e grupos de risco. Somente após a imunização das faixas prioritárias, o governo irá flexibilizar a fila de vacinação para a população de menor risco.

A campanha nacional de vacinação contra a covid-19 teve início em 18 de janeiro de 2021 e já imunizou 8,9 milhões de brasileiros relacionadas aos grupos prioritários, segundo o Ministério da Saúde. Destes, ainda segundo a pasta, 100% dos idosos acima de 85 anos que moram em instituições de longa permanência foram vacinados, assim como portadores de deficiências também residentes nas instituições, e 80% dos trabalhadores da saúde.

Segundo o Ministério, também já foram vacinados 100% os idosos com 85 anos em diante que não são residentes em instituições de longa permanência, Entre os idosos de 80 a 84 anos, apenas 24% foram imunizados.

Pfizer e Jansen

Apesar de ainda não ter um cronograma oficial de vacinação da Pfizer e Janssen, o ministro da Saúde adiantou as datas das entregas dos imunizantes. No acordo de 100 milhões de doses, ficou estabelecido, inicialmente, que 8,71 milhões seriam entregues em julho. Porém, o governo atualizou o cronograma e antecipou a chegada das vacinas. Agora, os seis milhões serão distribuídos entre maio e dezembro. Esta vacina teve registro concedido pela Anvisa no dia 23 de fevereiro. Tem eficácia de 95% segundo os testes relizados.

Já com a Janssen, a pasta fechou acordo de 38 milhões de doses. Nos meses de julho e setembro, espera-se receber 16,9 milhões de vacinas, e outras 21,1 entre outubro e dezembro. O imunizante tem eficácia de 72% e pode ser administrado em uma única dose, sob avaliação médica. A Anvisa ainda aguarda o pedido de uso emergencial e registro definitivo.

Sputnik

Outra vacina, a Sputnik V, está "em processo das tratativas finais" para compra pelo governo, segundo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Horas antes do fechamento do acordo com a Pfizer e Janssen, ele adiantou que está tentando antecipar os acordos e chegada do imunizante russo. Porém, este ainda não tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Governadores e prefeitos têm pressionado a pasta pela urgente aquisição da vacina. Apesar de o acordo ainda não ter sido oficialmente cravado, já há um cronograma de previsão de chegada do imunizante. Ainda este mês, o Brasil espera receber 400 mil doses importadas da Rússia, seguidos pelos 2 milhões em abril e 7,6 milhões em maio.

CoronaVac

A CoronaVac é a vacina produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Ela foi a primeira adquirida pelo governo federal e, até o momento, a que mais imunizou a população do país. Com duas doses com intervalo de 14 dias, ela tem eficácia geral de 50,4% e teve autorização para uso emergencial pela Anvisa.

No contrato, 100 milhões de doses foram compradas e serão distribuídas até setembro pelo Ministério da Saúde. Até o momento, 13,5 milhões de doses oriundas do Butantan já foram repassadas aos estados e municípios. Ontem, o ministério anunciou a chegada de um lote de 2.552.850 milhões de vacinas da CoronaVac, que já foram distribuídas.

Além do contrato já estabelecido, o Ministério anunciou que pretende renovar a compra para mais 30 milhões de doses para o último trimestre do ano.

AstraZeneca/Oxford

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) comprou, em setembro do ano passado, os direitos de produção, distribuição e comercialização de 100,4 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford. A AstraZeneca/Oxford tem autorização da Anvisa para uso emergencial e eficácia de 70,4% após as duas doses.

Cerca das 13 milhões de doses esperadas no mês de março não devem ser entregues no tempo esperado, segundo novo cronograma da pasta. O final de fevereiro, a expectativa era receber um lote de 12,9 milhões de doses da Fiocruz, mas que foi reduzido para 3,8 milhões, ou seja, um quinto do esperado.

Segundo secretário-executivo do Ministério, Élcio Franco, "o cronograma está sujeito a alterações". Cerca de 2 milhões já foram entregues no início do ano. Com as mudanças, a quantidade esperada até Abril deverá ser entregue até julho. Para o segundo semestre, a pasta estuda a compra de outras 110 milhões de doses da imunização.

Covaxin

O laboratório indiano Bharat Biotech produtor da Covaxin não divulgou os resultados da fase três dos testes da vacina e, por isso, ainda não há dados de eficácia. Também á aplicada em duas doses. A Anvisa ainda aguarda a solicitação da autorização de aplicação emergencial do imunizante. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou um contrato de R$ 1,614 bilhão com a Precisa Medicamentos, responsável pela Covaxin. Das 20 milhões de doses acordadas, o Ministério da Saúde informou que 8 milhões devem chegar ainda em março.

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