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Congresso terá o protagonismo na diplomacia por vacinas, diz Kátia Abreu

Congresso terá o protagonismo na diplomacia por vacinas, diz Kátia Abreu -                                 Valter Campanato/Agência Brasil
Congresso terá o protagonismo na diplomacia por vacinas, diz Kátia Abreu Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/03/2021 19h07

A senadora Kátia Abreu (PP-TO) afirmou hoje que o Congresso Federal busca um protagonismo em relação à diplomacia com a comunidade internacional para a aquisição de vacinas contra a covid-19 de forma emergencial, enquanto o Brasil passa pela situação sanitária mais grave desde o início da pandemia.

Em entrevista à CNN Brasil na tarde de hoje, a senadora adotou um tom mais crítico sobre as ações do Governo Federal, mas afirmou que a prioridade agora é salvar vidas.

"O Congresso Nacional está atento e vai ter o protagonismo do Governo, o Executivo, que abriu mão dessa diplomacia. Mas não vamos brigar agora. Não queremos discussão, nem briga, não é hora de oposição. É hora de salvar vidas. É hora de salvar nosso país, de conter, estamos perdendo nossas famílias", disse Kátia Abreu.

A senadora afirmou que espera que a comunidade internacional entenda a gravidade da situação da pandemia no Brasil que, na última semana, chegou a representar 20% das mortes por covid-19 em todo o mundo. Segundo Kátia Abreu, apesar de os Estados Unidos terem um número maior de mortes absolutas, o país apresenta uma tendência de queda dos números, enquanto o Brasil tem uma curva crescente.

"O mundo precisa entender que o mundo está passando por um momento delicadíssimo, nós estamos vivendo uma Terceira Guerra Mundial.", explicou ela. "A diferença do Brasil pro resto do mundo é gritante e nós queremos muito saber quem são os amigos do Brasil nessa hora tão difícil. Vamos perder muitas vidas, vamos perder entes queridos e muito brasileiros", finalizou.

Na última sexta-feira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, enviou uma carta à vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, pedindo ajuda nas ações de combate à pandemia.

No ofício, Pacheco solicitou que o Brasil obtenha autorização para comprar doses da vacina AstraZeneca - já aprovadas para uso no Brasil pela Anvisa, mas que ainda não foi liberada pela FDA, agência que regula medicamentos nos Estados Unidos.

Congresso quer saber quem são os "amigos" do Brasil

A senadora disse ainda que Congresso está, com essas atitudes, observando quem são os verdadeiros parceiros do Brasil e que acordos de comércio internacional precisam ser aprovados pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. Segundo ela, o Congresso "vai saber agradecer" os países que foram parceiros em um momento difícil.

"Vamos continuar de pé, continuaremos um país rico e importante, e vamos querer saber quem são aqueles que estenderam a mão para o Brasil nesse momento mais difícil. O Brasil nunca faltou ao mundo nos momentos de maiores tragédias e nós estamos vivendo uma agora.", alegou Kátia Abreu. "Essa mágoa de quem nos abandonou nesse momento não vai ser cicatrizada com facilidade", completou.

Kátia Abreu argumentou que o Brasil não é pequeno, e que "não é país para implorar socorro para ninguém".

"O Brasil não é país para ficar na fila de ninguém.", disse. "Estamos na condição de nos impor como um país grande, um país solidário, um país amigo, que espera a reciprocidade.", finalizou.

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