PUBLICIDADE
Topo

Saúde

Bolsonaro fala novamente em "histórico de atleta" e pesquisador rebate

"Bolsonaro atleta" virou brincadeira nas redes sociais, em março do ano passado  - Reprodução/Twitter
"Bolsonaro atleta" virou brincadeira nas redes sociais, em março do ano passado Imagem: Reprodução/Twitter

Colaboração para o UOL

22/03/2021 16h51

A revista Época publicou uma matéria em que o pesquisador Marcelo Rodrigues dos Santos, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP, criticou o uso feito pelo presidente Jair Bolsonaro de seu estudo, que avaliou a prevalência da hospitalização por Covid em pessoas que praticam atividade física.

"É completamente errado afirmar que quem tem histórico de atleta está mais protegido da Covid", afirmou o pesquisador, que conduziu o estudo em parceria com colegas de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

O presidente compartilhou no Twitter, na manhã de hoje (22), uma reportagem da CNN sobre o estudo. "Pelo meu histórico de atleta? Bom dia a todos", escreveu o presidente na legenda, em referência a uma declaração feita por ele no começo da pandemia, em março de 2020.

O que diz o estudo

Segundo a reportagem da revista, o estudo foi feito por meio de um questionário eletrônico respondido por 938 brasileiros e concluiu que a prevalência de hospitalização pela doença foi 34,3% menor entre os voluntários considerados "suficientemente ativos", ou seja, aqueles que antes da pandemia praticavam semanalmente ao menos 150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada ou 75 minutos de alta intensidade.

"Apoiadores do presidente estão fazendo uma confusão entre prevalência e incidência. Nós não avaliamos a incidência, analisamos a prevalência. Uma coisa é risco de pegar a doença e outra é a prevalência. Incidência são os estudos de vacina, por exemplo. A gente pega dois grupos de pessoas, um recebe vacina e o outro placebo. São pessoas que nunca tiveram Covid-19 e vemos quantas vão vir a se infectar. O que avaliamos foi prevalência, ou seja, quem já tinha pego", explicou o pesquisador.

Saúde