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Conteúdo publicado há
3 meses

Doria anuncia calendário para terceira dose em SP; veja datas

Henrique Sales Barros, Lucas Borges Teixeira e Rayanne Albuquerque

Do UOL, em São Paulo

01/09/2021 13h03Atualizada em 01/09/2021 15h49

O governador João Doria (PSDB-SP) divulgou hoje o calendário para a aplicação da terceira dose contra a covid-19 em São Paulo. A partir da próxima segunda-feira (6), terão acesso às doses adicionais da vacina os idosos acima de 90 anos.

O anúncio da terceira dose foi feito na semana passada pelo governo paulista, porém sem revelar detalhes.

No total, 7,2 milhões de pessoas serão contempladas com a dose adicional. Para a primeira etapa, com idosos acima de 90 anos e imunossuprimidos, são 1 milhão de doses.

Veja o calendário:

  • De 6 a 12 de setembro: 90 anos ou mais
  • 13 a 19 de setembro: 85 a 89 anos
  • 20 a 26 de setembro: 80 a 84 anos e imunossuprimidos
  • 27 de setembro a 3 de outubro: 70 a 79 anos
  • 4/10 a 10 de outubro: 60 a 69 anos

Para os idosos, a única exigência é que tenha tomado a segunda dose há pelo menos seis meses, o que contempla os vacinados em janeiro e fevereiro.

Para os imunossuprimidos, a exigência é diferente. Em vez de seis meses, eles têm de ter tomado a segunda dose ou dose única há pelo menos 18 dias. São considerados imunossuprimidos os transplantados, pacientes em hemodiálise, quimioterapia, Aids, entre outras pessoas em alto grau de imunossupressão.

Governo de São Paulo anuncia o calendário para aplicação da terceira dose no estado - Reprodução/Governo do Estado de São Paulo - Reprodução/Governo do Estado de São Paulo
Governo de São Paulo anuncia o calendário para aplicação da terceira dose no estado
Imagem: Reprodução/Governo do Estado de São Paulo

Sem citar diretamente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Doria falou que, diferente do governo federal, a gestão estadual prioriza a ciência e, por essa razão, não seguirá o PNI (Programa Nacional de Imunização). O programa do Ministério da Saúde prevê a terceira dose para idosos a partir dos 70 anos.

Na nota técnica, o Ministério da Saúde indica, para a terceira dose, "preferencialmente" vacinas de RNA mensageiro (Pfizer) ou, "de maneira alternativa", de vetor viral (Astrazeneca e Janssen). As de vírus inativo (CoronaVac) não são citadas. Isso irritou o estado de São Paulo, que declarou que usará "a vacina que tiver disponível" e que a CoronaVac tem eficácia de reforço comprovada em estados.

Segundo Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, a pasta vai oficiar hoje no MS a solicitação para que a CoronaVac seja também inserida nessa plataforma de imunização com terceira dose. "Não é correto, justo e nem ético que tenhamos esse dispositivo de vacinas e ele não seja usado em sua plenitude", disse ele na coletiva.

Passaporte da vacina na cidade de SP

Começa a valer a partir de hoje o passaporte da vacina — documento que comprova a imunização contra a covid-19. O identificador será necessário para a entrada em eventos com mais de 500 pessoas na cidade de São Paulo.

Publicado na última semana com a assinatura de Ricardo Nunes (MDB), a medida determina que entre os eventos que exigirão o passaporte estão shows, feiras, congressos e jogos.

Bares, restaurantes e shoppings não serão obrigados a cobrar a apresentação do passaporte. Segundo o decreto, a comprovação poderá ser feita por meio físico ou o digital, disponível nas plataformas VaciVida e Conecte SUS.

O passaporte na forma de QR Code, estará disponível no aplicativo E-saúde, da Secretaria Municipal da Saúde. Também é possível emitir o documento em formato impresso e digital por meio do aplicativo do Poupatempo Digital.

Queiroga é contra passaporte da vacina

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se posicionou contra a adoção do passaporte da vacina, instrumento de controle contra a pandemia adotado por regiões de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, a medida "não ajuda em nada". Queiroga afirmou ainda que o povo brasileiro "é livre" para poder escolher os métodos de combate ao coronavírus.

Não ajuda em nada. Somos contra isso. O povo brasileiro é livre, queremos que as pessoas exerçam de acordo com sua consciência
Marcelo Queiroga

As falas de Queiroga contra as medidas sanitárias que buscam frear a contaminação pela doença acontecem mesmo com o avanço da variante delta, a mais contagiosa da covid-19.

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