Venezuela acusa EUA de financiar 'grupos violentos' de oposição

Em Caracas

  • Fernando Llano/AP

    10.mai.2017 - Manifestantes da oposição correm da polícia durante manifestação contra o governo em Caracas, na Venezuela

    10.mai.2017 - Manifestantes da oposição correm da polícia durante manifestação contra o governo em Caracas, na Venezuela

O governo venezuelano acusou nesta quinta-feira os Estados Unidos de financiar grupos violentos da oposição, que comparece às ruas há seis semanas para exigir a saída do presidente Nicolás Maduro do poder.

"O financiamento e apoio logístico americano aos grupos violentos na Venezuela facilitaram uma insurgência armada", denunciou a chancelaria, advertindo que esta insurreição terá uma resposta com a lei.

Os protestos contra Maduro começaram em 1º de abril e já deixam 38 mortos, além de centenas de feridos e detidos, alguns dos quais - segundo organizações de direitos humanos - estão sendo julgados ilegalmente por tribunais militares.

Em seu comunicado, o governo venezuelano assegurou que o apoio americano faz parte de uma trama para intervir no país com as maiores reservas de petróleo do mundo, incluindo um bloqueio financeiro internacional e declarações ameaçadoras de funcionários.

A chancelaria citou em particular o subsecretário interino de Estado para o Ocidente, Francisco Palmieri, que na última terça-feira criticou os planos de Maduro de reformar a Constituição como um mecanismo, segundo o presidente, para resolver a crise política.

Para Palmieri, com sua convocação a uma Assembleia Constituinte, Maduro busca "permanecer no poder".

A chancelaria venezuelana sustentou que a "violência extrema e o vandalismo" das últimas semanas também se devem a decisões "intervencionistas" da Organização dos Estados Americanos (OEA), que no mês passado denunciou uma ruptura da ordem constitucional.

Isto ocorreu por conta da decisão da justiça de assumir temporariamente as funções do Parlamento, único poder controlado pelos adversários do governo socialista.

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, considera que a Venezuela está sob uma "ditadura", e Caracas respondeu declarando que ele é somente um "capanga contratado" a serviço da Casa Branca.

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