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Relatório da ONU indica que rohingyas de Mianmar vivem sob ameaça de "genocídio"

Muçulmanos rohingyas fogem de Mianmar pela fronteira com Bangladesh - Fred Dufour/AFP
Muçulmanos rohingyas fogem de Mianmar pela fronteira com Bangladesh Imagem: Fred Dufour/AFP

16/09/2019 07h25

Quase 600.000 rohingyas que permanecem em Mianmar vivem sob a ameaça de um "genocídio", alertaram hoje (16) investigadores da ONU, ao mesmo tempo que solicitaram que o país asiático seja levado ao Tribunal Penal Internacional (TPI, na sigla).

Em um relatório, a missão de determinação dos fatos da ONU em Mianmar indica ter "motivos razoáveis para concluir que os elementos de prova que permitem deduzir a intenção de genocídio do Estado (...) foram reforçados" desde o ano passado e que "existe um risco sério de que atos de genocídio possam acontecer ou ser reproduzidos".

Esta é uma "responsabilidade do Estado, o que significa que Mianmar deveria ser levada ao TPI por não cumprir suas obrigações sob a Convenção sobre Genocídio de 1948, um dos poucos instrumentos internacionais relativos aos direitos humanos que este país ratificou", afirma a missão.

Quase 740.000 rohingyas fugiram do estado birmanês de Rakhine, em agosto de 2017, após uma operação de repressão do exército no país, cuja maior parte da população é budista.

Famílias inteiras se uniram, em condições muito difíceis, aos 200.000 refugiados vítimas de perseguições e já instalados em campos do outro lado da fronteira, em Bangladesh.

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