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Hamas participará de reunião de movimentos palestinos sobre o plano de Trump

28/01/2020 08h19

Ramallah, Territórios palestinos, 28 Jan 2020 (AFP) - O movimento islamita palestino Hamas, adversário há anos do Fatah do presidente Mahmoud Abbas, participará de uma reunião "emergencial" da liderança palestina organizada na tarde desta terça-feira por ocasião da publicação do plano de paz dos Estados Unidos para a região.

"Convidamos o Hamas para a reunião urgente de toda a liderança palestina e eles estarão presentes", disse o líder palestino Azzam al-Ahmed.

Uma autoridade do Hamas, Nasser al-Din al-Shaar, também confirmou a presença do movimento na reunião desta terça em Ramallah (Cisjordânia), sede da Autoridade Palestina presidida por Abbas.

O Fatah de Abbas e o Hamas travam uma disputa há mais de uma década, quando o movimento islâmico assumiu o controle da Faixa de Gaza, depois de vencer as eleições legislativas.

O presidente americano, Donald Trump, que recebeu o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o líder da oposição israelense Benny Gantz na segunda-feira, anunciará um plano de paz para o Oriente Médio hoje.

Os palestinos expressaram sua rejeição a esse plano porque reconhece Jerusalém apenas como a capital de Israel, bem como a anexação das colônias israelenses construídas em terras palestinas.

Os palestinos, baseando-se nos acordos de paz negociados nos últimos 50 anos com base nas fronteiras de 1967, consideram Jerusalém Oriental como a capital de seu futuro Estado.

A liderança palestina pediu à comunidade internacional que não aceite o plano americano, sobre o qual Abbas se recusou a negociar com Trump, que ele considera muito favorável aos interesses de Israel.

"Não haverá negociação com os Estados Unidos enquanto eles não reconhecerem uma solução de dois Estados", um palestino e um israelense lado a lado, afirmou uma autoridade palestina, repetindo a posição oficial de Abbas.

Nesta terça-feira estão planejadas manifestações em Gaza e na Cisjordânia para protestar contra o anúncio de Trump, que os líderes israelenses chamam de "histórico".

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