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EUA e Japão prometem enfrentar juntos 'desafios' da China

16/04/2021 21h05

Washington, 17 Abr 2021 (AFP) - Joe Biden e o premier do Japão, Yoshihide Suga, primeiro líder estrangeiro recebido em Washington pelo novo presidente americano, comprometeram-se nesta sexta-feira a enfrentar juntos "os desafios" que a China representa.

"Estamos decididos a trabalhar juntos em problemas como o Mar da China Oriental, Mar da China Meridional e a Coreia do Norte", disse Biden durante entrevista coletiva na Casa Branca. "Trabalhamos juntos para mostrar que as democracias podem vencer os desafios do século XXI trazendo resultados para seus povos", afirmou.

Concordando com Biden, o chefe de governo japonês mencionou uma aliança entre os dois países baseada "na liberdade, democracia e nos direitos humanos". Também afirmou que ambos irão se opor a "qualquer tentativa chinesa de mudar o status quo pela força ou intimidação nos mares da China Meridional e Oriental".

A escolha do líder japonês como primeiro convidado à Casa Branca não foi por acaso, e mostra a prioridade que o presidente americano dá aos principais aliados dos Estados Unidos, principalmente na Ásia, onde está localizado o maior adversário estratégico de Washington.

Biden afirmou que trabalhará com Tóquio para "promover redes 5G confiáveis e seguras". Sua delegação falou em um "compromisso muito substancial", de 2 bilhões de dólares, assumido pelo Japão em associação com os Estados Unidos. O presidente americano assinalou que as tecnologias que estão no centro da competição global são "governadas por padrões estabelecidos por democracias, e não por autocracias.

Os dois líderes também conversaram sobre a tensão crescente envolvendo Taiwan, que denuncia ações cada vez mais hostis por parte da China, e a estratégia para a Coreia do Norte, que o presidente americano deve revelar em breve.

Suga teve que explicar a Biden suas reservas em relação à tentativa dos Estados Unidos de envolver mais abertamente o Japão em seu embate com a China, uma vez que a economia japonesa ainda depende em grande parte do comércio com Pequim.

Segundo Michael Green, ex-assessor do ex-presidente George W. Bush para assuntos asiáticos e atual vice-presidente do Centro para os Estudos Estratégicos e Internacionais, "o governo Biden está preocupado com a agressividade crescente da China e o terreno perdido pelos Estados Unidos naquela região nos últimos anos, por isso deseja "recuperar rapidamente o tempo perdido".

O Japão, por sua vez, quer seguir uma estratégia mais cautelosa, "de forma que há matizes na manifestação pública de suas posições, mas, em geral, ambos caminham na mesma direção", apontou Green.

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