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1 mês

Biden pede que Congresso aprove seu plano de investimento maciço para os EUA

20/10/2021 23h33

Scranton, Estados Unidos, 21 Out 2021 (AFP) - O presidente americano, Joe Biden, voltou a pedir ao Congresso nesta quarta-feira (20), em discurso em sua cidade natal de Scranton, que aprove suas propostas maciças de investimentos em infraestrutura e segurança social, enquanto os legisladores do Partido Democrata continuam divididos sobre o montante.

"Os Estados Unidos continuam sendo a maior economia" do mundo, "mas nos arriscamos a perder nossa vantagem", disse, ao descrever o atraso do país em relação a seus competidores quanto à modernização da infraestrutura. "Não aprovamos uma lei sobre infraestrutura em décadas".

As duas iniciativas em debate - uma para reparar a infraestrutura e outra para financiar a atenção à infância e outros gastos sociais - vão aportar um novo "sopro de vida à economia", acrescentou em discurso nesta cidade operária da Pensilvânia, onde Biden passou parte da infância.

Os projetos de lei continuam estagnados no Congresso, já que embora os democratas controlem as duas câmaras com maiorias apertadas, estão divididos sobre os custos e o alcance das propostas do presidente.

Nesta quarta-feira houve sinais positivos, mas nenhum acordo sério, devido à reticência dos senadores.

Biden demonstrou sua frustração, praticamente gritando em meio do discurso: "Estes são os Estados Unidos, droga. O que estamos fazendo?".

Mas, em meio a referências emocionadas à sua origem humilde e à conexão de sua família com a classe operária, antecipou um final feliz.

Os projetos de lei "foram declarados mortos desde o momento em que os apresentei, mas acho que vamos surpreendê-los", disse.

- Em andamento -A visita a Scranton ocorre no dia seguinte às intensas negociações com os legisladores reticentes a dar seu voto, e nas quais o presidente aceitou reduzir drasticamente os gastos destinados às áreas sociais e ao clima.

Estão em jogo um projeto de 1,2 trilhão de dólares para reparar pontes, rodovias e redes ferroviárias, e outra ainda maior para o cuidado infantil e outras áreas que, segundo Biden, darão uma ajuda histórica aos americanos em dificuldades.

O gargalo principal é o tamanho do segundo pacote, com uma proposta inicial de 3,5 trilhões de dólares, praticamente dada como morta.

A Casa Branca indica agora que poderia acordar um valor entre 1,9 e 2,2 trilhões de dólares, enquanto o senador democrata moderado, Joe Manchin, cujo voto é chave, propõe pouco menos de US$ 1,5 trilhão.

A redução significaria enxugar significativamente as prioridades de Biden em áreas como a ampliação da educação gratuita e a energia limpa.

O senador Chuck Schumer, líder da tímida maioria democrata no Senado, alimentou as expectativas sobre a iminência do acordo.

"Estamos nos aproximando de um acordo. Queremos fechá-lo até o fim desta semana", disse nesta quarta-feira.

"Todo mundo terá que se comprometer se quisermos encontrar (...) o ponto legislativo que todos podemos aceitar", acrescentou.

Mas sem Manchin, nem a outra senadora democrata rebelde - Kyrsten Sinema - a bordo, a Casa Branca mantém a precaução.

"Avançamos muito, mas ainda temos trabalho a fazer", disse à CNN o principal assessor de Biden, Cedric Richmond.

O discurso de Biden em Scranton visa lembrar seu partido de que venceu Donald Trump no ano passado em parte graças ao voto da classe operária.

"Vejam só. Oitenta e um milhão de pessoas votaram em mim. Mais gente votou do que em qualquer momento da história dos Estados Unidos e suas vozes merecem ser ouvidas", disse.

As eleições legislativas de meio de mandato que vão ocorrer em um ano poderiam fazer os democratas perderem suas maiorias para os republicanos em uma ou nas duas casas do Congresso, o que praticamente inviabilizaria uma segunda chance para os planos de investimento de Biden.

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