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Tribunal declara ex-sócio de advogado de Trump culpado por financiamento ilegal de campanha

18.out.21 - Lev Parnas (à esquerda) passa pelo tribunal criminal em Nova York. Ele é acusado de financiamento ilegal de campanha - DAVID DEE DELGADO/Getty Images via AFP
18.out.21 - Lev Parnas (à esquerda) passa pelo tribunal criminal em Nova York. Ele é acusado de financiamento ilegal de campanha Imagem: DAVID DEE DELGADO/Getty Images via AFP

23/10/2021 00h25Atualizada em 23/10/2021 08h04

Lev Parnas, antigo sócio de Rudy Giuliani, ex-advogado de Donald Trump, foi declarado culpado em um tribunal federal dos Estados Unidos nesta sexta-feira, por ter violado as leis de financiamento de campanha na eleição de 2018.

Parnas, cidadão americano nascido na Ucrânia soviética, foi preso em um aeroporto de Washington em outubro de 2019, quando Trump e seus sócios, entre eles Giuliani, enfrentavam um escrutínio por suas tentativas de pressionar autoridades em Kiev a revelar informações comprometedoras sobre Joe Biden.

Essa investigação levou ao primeiro processo de impeachment contra Trump, concluído com a sua absolvição pelo Senado, controlado pelos republicanos. Nesta sexta-feira, um júri federal em um tribunal de Manhattan determinou que Parnas e seu parceiro Andrey Kukushkin "conspiraram para manipular o sistema político dos Estados Unidos em seu próprio benefício econômico", segundo um comunicado dos promotores.

"Para ganhar influência com os políticos e candidatos americanos, eles canalizaram ilegalmente dinheiro estrangeiro para as eleições de meio de mandato de 2018, com o objetivo de obter enormes lucros no negócio da cannabis."

Parnas, que se declarou inocente, foi acusado de esconder a verdadeira origem das contribuições que fez a candidatos nas eleições locais e federais de 2018, incluindo uma doação de US$ 325.000 à America First Action, organização política que apoia Trump.

Os promotores também acusaram Parnas de mascarar como suas algumas das contribuições para campanhas republicanas no estado de Nevada feitas por um empresário russo, violando a proibição de aceitar financiamento eleitoral de cidadãos estrangeiros.

Parnas e Kukushkin permaneceram em liberdade nesta sexta-feira, aguardando o anúncio da sentença.

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