Radovan Karadzic é condenado a 40 anos por genocídio e crimes de guerra

Radovan Karadzic

Radovan Karadzic foi condenado em dez dos 11 itens apresentados pela acusação no tribunal da ONUEPA/Robin Van Lonkhuijsen/Pool/Agência Lusa

O Tribunal Penal Internacional da ONU para ex-Iugoslávia (TJPI), com sede em Haia (Holanda) condenou hoje (24) o ex-presidente da República da Sérvia, Radovan Karadzic, a 40 anos de prisão. Segundo os juízes do TPIJ, Karadzic é reconhecido culpado de genocídio e outras nove acusações de crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos durante a guerra civil na Bósnia-Herzegovina, entre abril de 1992 e  novembro de 1995.

A sentença foi lida pelo juiz O Gon-kwon, de nacionalidade sul-coreana. De acordo com os integrantes da Corte, o termo da prisão não é o mais relevante, porque Radovan já passou algum na detenção do tribunal.

Segundo a decisão, Karadzic, de 70 anos, era acusado de genocídio em Srebrenica, em 1995, e de outros crimes de guerra cometidos na Bósnia e na Herzegovina, num total de 11 itens. O tribunal o considerou culpado em dez deles.

Forças leais à República Sérvia, região com maioria étnica sérvia da atual Bósnia e Herzegovina, foram as responsáveis pelo massacre de Srebrenica, que fez parte da Guerra da Bósnia, envolvendo os muçulmanos bósnios, os sérvios e os croatas, depois da separação da Bósnia e Herzegovina da Iugoslávia, em 1992.

Em Genebra, O alto comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, considerou "extremamente importante" a condenação de Radovan Karadzic. Conforme Zeid, "a mensagem do processo é que ninguém está acima da lei". O advogado do ex-dirigente dos sérvios bósnios já anunciou que vai apelar da sentença.

 

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