Câmara anuncia início de sondagens para construção de novo anexo

Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur faz a leitura dos documentos relativos ao pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Marcelo Camargo/Agência Brasil

O primeiro-secretário da Câmara dos Deputados, Beto Mansur (PRB-SP), anunciou hoje (23) o início da fase de sondagem de subsolo para a construção do Anexo 4B da Casa. A obra deve durar 50 dias.

No local da escavação, será construído um anexo de três andares para gabinetes e lojas e mais seis andares de subsolo que serão usadas para estacionamento.

"Estamos correndo um risco com o Anexo 3 da Câmara e estamos protelando esta obra", disse Mansur, ao rebater críticas ao projeto.

A construção do novo prédio foi aprovada em maio do ano passado e encampada pelo presidente da Câmara, agora afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A obra, que acabou sendo popularmente chamada de Parlashopping, por prever também a abertura de lojas e restaurantes, foi alvo de inúmeras críticas. A principal crítica refere-se ao fato da obra ter sido aprovada em meio a medidas de corte de gastos, como a limitação do pagamento de horas extras a 1,7 mil servidores que participarem das sessões noturnas do plenário.

Em outubro do ano passado, integrantes da Mesa Diretora, entre eles, Beto Mansur, anunciaram que as obras teriam início com recursos próprios. Seriam usados R$ 400 milhões de recursos que a Casa mantém como reserva junto ao Tesouro Nacional. Inicialmente, a estimativa de custo do projeto era de R$ 1 bilhão. Hoje a assessoria da Casa informou que o custo está estimado em R$ 320 milhões e que a previsão é de quatro anos para conclusão, a partir da contratação.

Na época, os parlamentares que defendem a obra, afirmando que atualmente não há espaço suficiente para atender os 513 deputados, aventaram a possibilidade de uma parceria público-privada (PPP), mas, até hoje, não houve manifestação de interesse de construtoras. "Vamos começar com nossas próprias pernas, precisamos começar, e o dinheiro é suficiente. Estamos em um momento do Brasil em que a PPP acabou não se viabilizando", disse Mansur.

O projeto prevê, no térreo do novo anexo, salas de reunião, áreas de apoio administrativo e 17 gabinetes. No segundo andar, ficarão mais 82 gabinetes e, no terceiro, restaurantes e lanchonetes.

"Finalizada a etapa de sondagem, a Câmara promoverá audiência pública, exigida pela Lei 8.666/93, para apresentação do projeto à sociedade", destacou a assessoria.

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