Em Brasília, tempo nublado dificulta visualização do eclipse solar

Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil

O vice-presidente do Clube de Astronomia de Brasília, Augusto Ornellas, utilizou binóculos com filtro para tentar ver o fenômenoValter Campanato/Agência Brasil

Mesmo com tempo chuvoso, alguns brasilienses reuniram-se no planetário da cidade hoje (26) para tentar ver o primeiro eclipse solar de 2017. Membros do Clube de Astronomia de Brasília, reunidos no Planetário da cidade, transmitiram ao vivo, por meio de uma televisão conectada à internet, o fenômeno em outros locais do Brasil e do mundo. Também havia esperança de que o tempo melhorasse e permitisse a observação na capital federal.

O vice-presidente do clube, Augusto Ornellas, explicou que, além de o céu encoberto não ajudar, a localização de Brasília não é a melhor para acompanhar o fenômeno. "Quanto mais para o sul, mais fácil observar. A parte principal do eclipse está passando pelo sul da Patagônia", explicou.

Ainda assim, segundo ele, o fenômeno - previsto para ocorrer entre 10h e 12h30 - seria parcialmente observável no Distrito Federal. "O auge aqui em Brasília vai ser às 11h37. A lua vai cobrir um sexto do disco solar. A nossa intenção é tentar ver um pouco do eclipse atrás das nuvens, se o tempo deixar", explicou.

Uma tv conectada à internet no planetário de Brasília mostrou o fenômeno em vários locais do mundoValter Campanato / Agência Brasil

"Anel de Fogo"

Para melhor observar o eclipse o Clube de Astronomia separou instrumentos como binóculos e telescópios com filtro e um equipamento de projeção que funciona de maneira semelhante a uma câmara escura. Este tipo de eclipse solar, também conhecido como "Anel de Fogo", ocorre quando o sol, a lua e a Terra estão alinhados. "A lua está passando entre a Terra e o sol", disse Ornellas.

Segundo Adriano Leonês, monitor do planetário de Brasília e também membro do Clube de Astronomia, as reuniões no local para observar fenômenos astronômicos são frequentes. "Na observação da superlua também choveu bastante. As pessoas acreditaram que não seria possível ver e não vieram para cá. Mas, durante uns 15 minutos, o tempo abriu e deu para observar", conta.

A cabeleireira Míriam Cunha dos Santos, 43 anos, foi uma das que foi ao planetário para tentar ver o eclipse. Ela ficou frustrada com o tempo nublado, mas gostou da transmissão via internet. "São pessoas do mundo inteiro, não é? Meu marido trabalha aqui [no planetário], então fiquei sabendo que o pessoal ia se reunir. Também vi notícias sobre o eclipse na televisão", contou.

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