Preço de hortifruti aumenta no DF; supermercados ainda têm estoque

Na Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF), um impacto direto da greve dos caminhoneiros foi percebido nesta quinta-feira (24): o aumento dos preços de alguns alimentos. No caso da batata lisa, um saco com 50 kg passou de R$ 100 para R$ 160. O preço da caixa de 20 kg de tomate, por sua vez, subiu de R$ 50 para R$ 130. Banana nanica, mamão formosa, melão e outros itens que são produzidos em regiões distantes também ficaram mais caros.

Em nota, a Ceasa argumentou que o aumento deve-se aà redução no abastecimento. "As entregas de mercadorias provenientes de outros estados, geralmente distâncias superiores a 200 quilômetros, foram prejudicadas pela paralização [dos caminhoneiros]. Com isso, houve uma redução de 60% dos caminhões e carretas que trazem produtos para a Ceasa-DF", diz a nota. Os preços de produtos fornecidos por agricultores do Distrito Federal, como folhagens, goiaba e morango, ficaram estáveis.

"Caso o movimento de bloqueio das estradas continue, é possível que os preços praticados sigam em alta. Além disso, o aumento do tempo no transporte pode aumentar as perdas desses produtos, que são perecíveis. Após o fim das manifestações a situação do abastecimento de hortifruti deve ser normalizada em poucos dias e os preços tendem a diminuir", apontou a Ceasa-DF.

Abastecimento de supermercados

Em quatro supermercados visitados pela reportagem da Agência Brasil, os preços dos produtos comercializados não sofreram alterações. Os gerentes também não demonstraram preocupação com a garantia de abastecimento da maior parte dos produtos, especialmente nas grandes redes de supermercados, como Extra e Carrefour, que tem estoque por pelo menos uma semana sem novas entregas.

Já o supermercado Oba Hortifruti indicou preocupação apenas com a aquisição de frutas trazidas de São Paulo. No caso do limão, da laranja-pera e de outras frutas, o supermercado dispunha apenas do que estava exposto nas prateleiras. Embora não haja previsão de novas entregas, até agora, não há orientação para limitar as vendas por clientes ou aumentar os preços nesses estabelecimentos.

Em nota, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) disse que está "acompanhando atentamente" o protesto nacional dos caminhoneiros e informou que alguns estados já sentem o desabastecimento de alimentos: "mesmo com o esforço do setor de supermercados para garantir o perfeito abastecimento da população brasileira, identificamos que alguns estados já começaram a sofrer com o desabastecimento de alimentos, e que isso poderá se estender para todo o Brasil nos próximos dias, se algo não for feito".

A associação disse que está buscando sensibilizar o governo federal para que uma solução seja tomada imediatamente.

Na tarde desta quinta-feira, durante a segunda reunião com representantes de onze categorias de caminhoneiros, o governo buscou um acordo, mas nem todos os presentes aceitaram a proposta. O impasse continua. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), convocou uma reunião extraordinária de líderes para hoje à noite, em Brasília, para tratar da situação.

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