Ocupação hoteleira em SP pode cair 40%, mesmo com Parada LGBT

A ocupação hoteleira na capital paulista pode cair até 40% neste feriado, caso a distribuição de combustíveis não seja normalizada, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), com prejuízos em torno de R$ 1,8 milhão apenas em relação às diárias. A cidade recebe dois grandes eventos no período: a Marcha para Jesus, na quinta-feira (31), e a Parada do Orgulho LGBT, no domingo (3).

Parada do Orgulho LGBT de 2017 teve participação de 3 milhões de pessoas, segundo os organizadores (Rovena Rosa/Agência Brasil)
De acordo com a associação, devem ser canceladas as reservas em hotéis de praticamente todos os turistas que viriam com seu veículo próprio. Aqueles que virão de avião ou ônibus devem sofrer menor impacto, por serem eventos de rua e gratuitos. No ano passado, organizadores estimaram a participação de 3 milhões de pessoas na Parada do Orgulho LGBT, com arrecadação de R$ 60 milhões em Imposto sobre Serviços (ISS) e a geração de mais de 3 mil empregos diretos e indiretos, segundo a prefeitura.

Marcha para Jesus

A 26ª edição da Marcha para Jesus está confirmada para esta quinta-feira, a partir das 10h. A caminhada sairá da Estação da Luz e seguirá até o palco instalado na Praça Heróis da FEB, na zona norte da cidade.

Presidida pelo apóstolo Estevam Hernandes, a marcha é um evento que reúne diversas igrejas cristãs e é aberto a toda a população. "A marcha representa a união, a comunhão de todos aqueles que acreditam em Jesus Cristo como filho de Deus e nosso desejo de expressar essa fé", segundo Hernandes.

Parada no domingo

A Parada do Orgulho LGBT também está confirmada para domingo, na Avenida Paulista, com concentração a partir das 10h em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). O tema deste ano será Eleições 2018, com o qual espera-se conseguir visibilidade e discussão sobre candidatos que se preocupam com as causas LGBTs.

Na semana da parada, há uma série de shows e eventos culturais programados, como a já tradicional Feira Cultural LGBT, em sua 18ª edição, no Vale do Anhangabaú, na quinta-feira (31)

Sobre o tema, Cláudia Regina, presidente da Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo (APOGLBT), entidade que organiza o evento, disse que "falar sobre eleições em ano eleitoral durante a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo é uma forma valiosa de comunicar a toda população LGBT sobre a importância de escolher bem suas candidatas e candidatos".

Ainda segundo Cláudia, o movimento já garantiu a conquista de alguns direitos, mas ainda faltam muitos, além do risco de que os conquistados sejam perdidos. "Não podemos perder o que já conseguimos simplesmente por ignorância política. LGBTs de todo o Brasil precisam estar atentos às eleições de 2018. Juntos, todas e todos podemos promover um mundo mais tolerante, com respeito e menos LGBTfobia".

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