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Odebrecht atuou em obra de sítio de Atibaia

26/02/2016 09h25

São Paulo - A empreiteira Odebrecht confirmou na quinta-feira, 25, por meio de nota que participou das obras do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a família dele, conforme reportagem publicada ontem pelo jornal Folha de S.Paulo.

A reforma foi realizada na propriedade no ano de 2010, quando Lula exercia seu segundo mandato na Presidência.

No texto, a construtora afirma ter descoberto, após realizar uma apuração interna, que o engenheiro da Odebrecht Frederico Barbosa trabalhou no sítio atendendo a um pedido feito por um superior da empresa. A empreiteira, no entanto, não revelou o nome de quem teria dado essa ordem a Barbosa. O Estado voltou a questionar a Odebrecht sobre quem era o "superior" citado pela empresa, mas não obteve resposta.

De acordo com a Odebrecht, o engenheiro realizou "acompanhamento técnico de obras no sítio" e "apoiou a mobilização de pessoas envolvidas na execução dos serviços, que foram remuneradas pelo responsável pela obra" na propriedade.

Ainda de acordo com a companhia, o engenheiro Frederico Barbosa trabalhou no imóvel por aproximadamente um mês - o texto fala da segunda quinzena de dezembro de 2010 até a meados de janeiro de 2011.

Na nota, a empreiteira ainda diz que não recebeu qualquer pagamento pelos serviços prestados no sítio de Atibaia. "A Construtora Norberto Odebrecht não recebeu qualquer pagamento por esses serviços, nem custeou de qualquer modo insumos ou materiais utilizados", diz o texto da construtora.

A reportagem também questionou novamente a empresa sobre os motivos que a levaram a trabalhar na obra da propriedade frequentada por Lula sem receber remuneração, mas não teve respostas da empreiteira até a conclusão desta edição.

Procuradores que investigam o sítio suspeitam que o imóvel, que tem 173 metros quadrados, pertença a Lula.

A propriedade, no entanto, está registrada em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Leite Suassuna Filho, que são sócios do filho mais velho do ex-presidente, o Lulinha. Por meio de sua assessoria, Lula nega ser dono do sítio e afirma frequentar a propriedade aos fins de semana.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.