Governo Alckmin suspende bônus aos professores

São Paulo - O governo Geraldo Alckmin (PSDB) não vai pagar o bônus anual por desempenho a professores e funcionários da rede estadual de ensino. Em função da crise econômica, o governo quer reverter a bonificação em reajuste para os 300 mil servidores da educação e 100 mil aposentados. É a primeira vez que a bonificação não será paga desde que foi criada, em 2008.

De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, o valor do reajuste ainda não foi definido. Mas, aos sindicatos da categoria, foi apresentada nesta segunda-feira, 28, a proposta de reajuste de 2,5% a ser pago em abril. No ano passado, mesmo após a maior greve da história da categoria - com 90 dias de paralisação -, o governo do Estado não deu nenhum reajuste aos professores.

"É um absurdo que nos ofereçam uma proposta de reajuste de 2,5%, quando temos uma inflação acumulada nesse período de 16,5%. É humilhante para os professores uma proposta como essa. Para nós, o razoável seria repor as nossas perdas salariais do período", disse Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp, principal sindicato da categoria.

No ano passado, 232 mil servidores da educação receberam um total de R$ 1 bilhão em bônus, a maior bonificação da história paga pelo governo. O montante foi pago em duas vezes.

Rosângela Chede, do Sindicato dos Supervisores de Ensino do Magistério Oficial no Estado de São Paulo (Apase), critica a suspensão do bônus e a falta

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