Processo de impeachment

MTST organiza protestos contra cortes no Minha Casa, Minha Vida

Em São Paulo

  • Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Protesto em abril contra Temer em São Paulo

    Protesto em abril contra Temer em São Paulo

A coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) prometeu reagir com protestos "contundentes" em São Paulo, Rio e Brasília à decisão do ministro das Cidades, Bruno Araújo, de suspender a contratação de mais de 11 mil unidades do programa Minha Casa, Minha Vida - Entidades.

Em nota divulgada nesta terça-feira (17), o MTST lembra que o presidente em exercício, Michel Temer, prometeu não fazer cortes em programas sociais. O grupo faz um inventário de seis dias de governo "golpista" listando ações como a extinção do Ministério da Cultura e declarações dos ministros Mendonça Filho (Educação e Cultura) sobre a possibilidade de cobrança de mensalidades em universidades públicas e Ricardo Barros (Saúde) sobre redução de atendimentos pelo SUS.

"Este foi o primeiro corte efetivo em programas sociais realizado pelo governo ilegítimo de Michel Temer, que até ontem anunciava que não tocaria nos recursos para programas sociais. Nossa resposta será nas ruas. Mexeram com o formigueiro", diz o MTST. "Os trabalhadores sem-teto não aceitarão este retrocesso. As ruas derrubarão esta medida inconsequente e antipopular."

Indagado se a suspensão das contratações seria uma retaliação ao MTST, contrário ao impeachment, o líder do grupo, Guilherme Boulos, não se manifestou.

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