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Violência no Rio

Justiça volta a ouvir jogador suspeito em caso de estupro coletivo no Rio

No Rio

  • Pedro Ivo Almeida/ UOL

    Lucas Perdomo Duarte Santos, jogador do Boa Vista acusado de estupro coletivo

    Lucas Perdomo Duarte Santos, jogador do Boa Vista acusado de estupro coletivo

O jogador de futebol Lucas Perdomo Duarte Santos, 20, chegou por volta das 10h40 desta quarta-feira (8) à DCAV (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima) para prestar novo depoimento sobre o caso de estupro da adolescente de 16 anos na zona oeste do Rio de Janeiro.

A polícia não divulgou por que voltou a convocá-lo. O pai do meia-esquerda do Boavista (time da primeira divisão do futebol do Estado do Rio), Silvio César Duarte Santos, disse que ele mesmo não sabia o motivo.

"Ele está tranquilo. A gente fica apreensivo, mas ele não deve nada. Ele está com a família, com o pessoal da igreja", afirmou. "Não sei por que foi chamado. O que perguntarem ele responde. Mas a gente ficou sem entender. A gente só quer que isso acabe, para viver em paz."

O jogador chegou a ser preso no último dia 30, sob acusação de participação no estupro, e foi libertado quatro dias depois. A delegada titular da DCAV, Cristiana Onorato Bento, considerou que não havia provas de que o jogador estivesse presente no momento do estupro.

A Justiça revogou nesta terça-feira (7) a liberdade condicional do traficante Moisés Camilo Lucena, o Canário, um dos acusados do estupro. Ele estava livre desde fevereiro. Um mandando de prisão foi expedido contra o criminoso. A polícia procura cinco homens que teriam envolvimento com o crime.

A advogada do jogador, Renata Barcellos, disse ao Estado que o novo depoimento deve ter o objetivo de ajudar a polícia a esclarecer alguns pontos que ficaram obscuros no inquérito, a partir de novas provas colhidas pelos investigadores.

Lucas, conhecido por Petão no Morro da Barão, onde ocorreu o estupro, e Luquinhas, no futebol, disse em depoimento que esteve com a vítima um dia antes do crime, em um baile funk e, depois, em uma casa na favela. Ele negou ter tido relações sexuais com a vítima. Com eles estavam Raí de Souza, de 22 anos, e Joyce, de 18. Raí disse que praticou sexo com a jovem, que teria consentido.

Na última segunda-feira, 6, o celular de Raí foi apreendido pelos investigadores, que encontraram ao emnos dois vídeos com imagens das agressões sexuais praticadas contra a adolescente. Raí está preso desde o último dia 30. Ele nega que tenha participado do crime.

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