Operação Lava Jato

Moro condena ex-senador Gim Argello a 19 anos de prisão

Em São Paulo

  • Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

    O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) deixa sua residência escoltado por agentes da Polícia Federal, em abril de 2016

    O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) deixa sua residência escoltado por agentes da Polícia Federal, em abril de 2016

O juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) a 19 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Argello foi preso em abril na Operação Vitória de Pirro, desdobramento da Lava Jato.

Segundo a investigação, em 2014, o então senador integrava as duas CPIs da Petrobras e teria cobrado R$ 5 milhões de cada empreiteira do cartel da estatal para barrar a convocação de seus executivos.

Na mesma sentença, juiz da Lava Jato impôs ao empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, 8 anos e 2 meses de reclusão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Outro empreiteiro, Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, pegou 10 anos e seis meses de prisão pelos mesmos crimes.

O executivo Walmir Pinheiro Santana, ligado à UTC, foi condenado a 9 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão por corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação de organização criminosa.

Ricardo Pessoa e Walmir Santana são delatores da Lava Jato e vão cumprir penas estabelecidas em seus acordos de colaboração premiada.

A defesa de Léo Pinheiro informou que não vai comentar o caso. A reportagem entrou em contato com as defesas de Ricardo Pessoa e Gim Argello, mas ainda não obteve retorno. As empresas citadas não comentam o caso.

Gim Argello chora ao prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro

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