Quem faz isso não gosta da cidade, diz Doria sobre tinta em estátua do apóstolo Paulo

Em São Paulo

  • Dario Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo

     Para o prefeito João Doria (PSDB), o autor do ato não "tem amor próprio" e "fé"

    Para o prefeito João Doria (PSDB), o autor do ato não "tem amor próprio" e "fé"

Uma estátua em homenagem ao apóstolo Paulo, que dá nome à cidade de São Paulo, amanheceu pintada com tinta vermelha na praça da Sé, na região central, nesta quarta-feira (25), dia do aniversário da cidade. Para o prefeito João Doria (PSDB), o autor do ato não "tem amor próprio" e "fé".

Acompanhado do arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, Doria depositou flores no pé da estátua e falou sobre a pintura. "Depositamos as flores aqui não só em homenagem, mas em solidariedade à tristeza que é. Isso é o vermelho do sangue", afirmou o prefeito.

"As pessoas que fazem isso não gostam da cidade de São Paulo. São pessoas que agridem a nossa cidade. São pessoas que não amam São Paulo. E por não amar São Paulo também não tem amor próprio. Quem não tem amor próprio não tem fé."

O prefeito afirmou que pediu ao prefeito regional da Sé, Eduardo Odloak, que mantivesse a pintura exatamente como foi feita na madrugada. Na sequência, funcionários da prefeitura iniciaram a limpeza do monumento.

Antes, Doria havia participado de um ato cívico em homenagem ao aniversário da cidade no Pátio do Colégio, local de fundação de São Paulo, em 1554, bem próximo da praça da Sé.

Cidade Cinza

Um pequeno grupo da Rede Minha Sampa carregava cartazes com os dizeres "Cidade Cinza" e a foto do prefeito com o rosto pintado de cinza, alusão aos grafites da avenida 23 de Maio (zona sul) que foram apagados pela gestão do tucano.

O grupo entregou a Doria um mapa com um levantamento de mais de 100 grafites na cidade de São Paulo. O prefeito conversou com os manifestantes, recebeu o mapa e subiu pela escadaria principal da Catedral da Sé para participar de uma missa na igreja.

"O que vocês defendem é a arte, não é a pichação. A pichação não é arte, é destruição", disse o tucano. "Eu peço que os pichadores preservem, não mutilem as obras daqueles que, como grafiteiros, como muralistas, fazem arte urbana, que é um valor importante da cidade", afirmou.

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