Líderes petistas no Congresso pedem a saída de Eliseu Padilha do governo

Em Brasília

  • Alan Marques/Folhapress

    Senador Humberto Costa (foto) e deputado Carlos Zarattini pediram a demissão de Padilha

    Senador Humberto Costa (foto) e deputado Carlos Zarattini pediram a demissão de Padilha

O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), defendeu nesta sexta-feira (24) a demissão imediata do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

"O ministro Eliseu Padilha não reúne mais condições em permanecer no Executivo e precisa ser demitido imediatamente. Padilha, o auxiliar mais próximo de Michel Temer, foi envolvido em operação com recursos ilegais. Não se trata de denúncia, mas de prova testemunhal contra ele, que partiu de José Yunes, amigo do presidente", disse o petista em nota.

Ex-assessor especial da Presidência da República e amigo pessoal de Temer há mais de 40 anos, Yunes contou que recebeu um pacote do doleiro Lúcio Funaro, a pedido de Padilha, um mês antes da eleição presidencial de 2014 que reelegeu a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer. Ele alegou, no entanto, que não viu o conteúdo.

Padilha não comentou a acusação de Yunes. Temer, por nota oficial do Planalto, afirmou que pediu doações à Odebrecht, mas disse que não autorizou qualquer irregularidade. Ele afirmou ainda que todas as colaborações para a campanha foram informadas à Justiça Eleitoral.

Zarattini também criticou a nomeação do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) para o Ministério da Justiça e disse que, diante da atual crise na segurança pública, o peemedebista não apresenta as credenciais necessárias para a função. "Preocupa-nos muito saber que a pasta da Justiça será ocupada pelo deputado federal Osmar Serraglio, um dos defensores dos interesses de Eduardo Cunha na Câmara", declarou.

Humberto Costa cita "atitude colaborativa"

Líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), também defendeu nesta sexta-feira, ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, a demissão do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, como uma "atitude colaborativa" com o governo do presidente Michel Temer.

"É uma coisa grave", criticou Costa, ao citar que Yunes teria avisado o próprio Temer, na ocasião vice de Dilma, sobre o envelope.

O líder da oposição disse que o presidente deveria se manifestar sobre o episódio. Contudo, o petista admite que não acredita na saída de Padilha, uma vez que o presidente já adotou um padrão de decisão segundo o qual somente quem for alvo de denúncia criminal se afastaria preventivamente.

"Se ele (Temer) for usar um critério diferente, já deveria ter saído do cargo", afirmou.

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