Marginal Tietê, em SP, tem primeira morte após aumento da velocidade

Adriana Ferraz

Em São Paulo

  • Edison Temoteo/Futura Pess/Estadão Conteúdo

    Motociclista morreu após ser prensado por dois caminhões na pista local da Marginal Tietê

    Motociclista morreu após ser prensado por dois caminhões na pista local da Marginal Tietê

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou na noite desta sexta-feira (10) a primeira morte da Marginal Tietê após o aumento das velocidades permitidas na via. Desde 25 de janeiro, os índices máximos voltaram a ser de 90 km/h nas pistas expressas, 70 km/h nas centrais e 60 km/h nas locais, com exceção da faixa mais à direita, onde o limite permaneceu a 50 km/h. De lá pra cá, foram três mortes em ambas as Marginais - as duas primeiras na Pinheiros.

A vítima desta sexta, um motociclista de 21 anos, foi atingida por um caminhão por volta das 21h30 na altura da Ponte Orestes Quércia, no sentido Rodovia Ayrton Senna, e morreu no local. Câmeras da CET teriam registrado o momento do acidente - ele estaria tentando passar por dois caminhões - e também a omissão de socorro por parte do motorista do caminhão que atropelou o motoqueiro.

"Infelizmente, mais uma vez, foi um acidente com motocicleta. Mais de 80% dos acidentes estão sendo com motocicletas e este, que fatalizou um motociclista, foi um acidente com um caminhão, que fez o atropelamento. Lamentavelmente também o motorista se evadiu, as câmeras identificaram" disse Doria na manhã deste sábado, 11, durante mais uma etapa do programa Cidade Linda, desta vez na Praça da Sé, centro da cidade.

"O que temos de fazer é melhorar a sinalização, ampliar a orientação e, principalmente, aos motociclistas, que não devem exceder a velocidade, seguir nas faixas determinadas. Isso vai ajudar a preservar vidas", completou.

Segundo o prefeito, "mortes sempre aconteceram nas Marginais", classificadas por ele como vias expressas, rodovia. "Agora, você não pode imaginar que a rua é a culpada por todo acidente que aconteça. A culpa não é da avenida, da rua ou da Prefeitura nem da velocidade. É imprudência, desobediência à sinalização, não a questão da velocidade. Lamento muito, toda morte há de se lamentar bastante, mas deve-se ter mais prudência."

As outras duas mortes registradas desde o aumento das velocidades máximas das Marginais, promessa de campanha do tucano, ocorreram nas pistas expressas da Pinheiros. O primeiro caso foi registrado no dia 14 de fevereiro e o segundo, em 4 de março.

Ao longo do primeiro mês do programa Marginal Segura, lançado por Doria em 25 de janeiro, foram registrados 102 acidentes com vítimas, conforme revelou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. O número representa quase o dobro da média mensal registrada em 2015, quando as velocidades haviam sido reduzidas.

Veja também: motorista sai ileso após bater contra um trem

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