"Aliados de Aécio querem racha entre Doria e Alckmin", diz presidente da Alesp

Pedro Venceslau

São Paulo

  • Mauricio Garcia de Souza/Alesp

    Cauê Macris (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo

    Cauê Macris (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo

Um dos quadros do PSDB mais próximos do governador Geraldo Alckmin, o deputado estadual Cauê Macris, de 33 anos, novo presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, atribui ao grupo político do senador Aécio Neves (MG) os rumores de que o partido pode apoiar a candidatura de João Doria à Presidência em 2018.

Além de descartar a possibilidade, Macris disse em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo" que o prefeito não é nome de consenso nem para a disputa pelo governo paulista.

O prefeito João Doria é uma opção do PSDB para disputar a Presidência?

O candidato a presidente do PSDB se chama Geraldo Alckmin. Ele é inclusive o candidato do Doria. O prefeito me ligou na semana passada e foi explícito nisso.

Há um movimento no PSDB para que Doria seja o nome em 2018?

Não vejo um movimento no partido para lançá-lo. O que vejo são alas do PSDB que estão tentando criar uma cisão dentro de um grupo político interno forte do partido, que é o grupo do Geraldo e do Doria.

Quem quer a cisão?

O fortalecimento do Alckmin internamente no partido após as eleições de 2016 incomoda os adversários que têm pretensão de fazer a disputa nacional.

Se refere ao senador Aécio Neves? Partiu dele esse movimento de rachar o partido com o nome de Doria?

Não diretamente, mas de aliados dele. Algumas pessoas fomentam um racha entre Alckmin e Doria. Sem racha, esse grupo é muito forte. Essa força reduz a chance de eles viabilizarem outro nome em 2018.

Seria uma deslealdade se Doria entrasse na disputa?

Doria é leal. Ele não vai ceder.

O prefeito é uma boa alternativa para disputar o governo paulista?

É um ótimo nome, mas existem outros quadros no PSDB que também são.

Quais?

José Serra e Aloysio Nunes, por exemplo. O PSDB é um partido de quadros, o que é muito positivo. O duro é chegar na campanha e não ter nomes. Mas é cedo para fazer essa discussão interna. Temos de fazer primeiro a discussão no âmbito nacional. É muito mais difícil construir uma campanha nacional. É prematuro falar em disputa estadual.

O que acha da possibilidade de o PSDB apoiar uma eventual candidatura do vice-governador, Márcio França, do PSB?

O Márcio é um grande articulador político, mas nós temos quadros dentro do PSDB. Isso precisa ser respeitado por ele. Acho difícil o PSDB não ter uma candidatura própria para o governo de São Paulo em 2018.

Não seria ruim ter duas candidaturas do mesmo campo?

Não vejo problema nisso.

O nome do senador José Serra seria um consenso na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes?

Todos eles seriam: Doria, Serra e Aloysio. A disputa interna é legítima, não é briga e racha. Veja o exemplo das eleições americanas.

Há uma blindagem ao governador na Assembleia?

Sou chefe de Poder. Minha posição institucional é de independência. Esse é o meu compromisso com os deputados. Quem tem problema precisa ser investigado.

(As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".)

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