Pouso de helicóptero em campo de futebol amador provoca confusão em Praia Grande

Luiz Alexandre Souza Ventura, especial para a AE

Santos

O pouso de um helicóptero provocou grande confusão e movimentou diversas equipes das polícias Civil e Militar na noite desta terça-feira, 25, em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo. O caso foi parar na delegacia, e a aeronave só voltou a levantar voo na manhã desta quarta-feira, 26.

O helicóptero, de prefixo PR-PSA, aterrissou por volta de 20h em um campo de futebol amador, na altura do número 1.700 da Avenida Marechal Malet, no bairro do Boqueirão, próximo a uma das entradas da Casa de Portugal. Moradores da área disseram que quatro ocupantes da aeronave, inclusive crianças, atravessaram a avenida tranquilamente, entraram em um carro e deixaram o local em direção à Rodovia dos Imigrantes.

A primeira hipótese era de que fosse um veículo roubado. Os policiais vasculharam a área em busca de suspeitos, com apoio do helicóptero Águia, enquanto tentavam identificar os donos da aeronave.

Aproximadamente uma hora depois, os ocupantes do helicóptero voltaram ao campo de futebol e informaram que estavam no Litoral Plaza Shopping, a aproximadamente dois quilômetros de distância, onde jantaram e fizeram compras. Todos foram levados para a Delegacia de Polícia Sede de Praia Grande, na Vila Tupi.

O piloto, que se apresentou como empresário, explicou que havia passado o dia no Guarujá para tratar de negócios e que decolou da cidade por volta de 17h. Ele contou que pediu autorização para descer na Base de Radiopatrulha Aérea de Praia Grande, na Vila Mirim, mas não foi permitido porque o local está em reforma.

Na sequência, tentou descer na Fortaleza Itaipu, que fica na Avenida Marechal Malet, também sem sucesso porque havia treinamento militar em execução naquele momento. O piloto conseguiu entrar em contato com o proprietário do campo de futebol, que permitiu a aterrissagem, mas nada foi relatado às autoridades.

A polícia informou que o helicóptero está com as documentações atualizadas, mas o piloto não tem autorização para fazer voos noturnos. Ele foi liberado porque nenhum órgão de fiscalização aérea apareceu no local.

Sem condições de visibilidade para decolagem à noite, a aeronave deixou Praia Grande na manhã desta quarta-feira.

Investigação

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou nota nesta quarta-feira para informar que vai instaurar processo para investigar o pouso. A entidade ressalta que locais não registrados ou não homologados só podem receber operações aéreas em casos de emergência, como pouso eventual autorizado pelo dono do local ou com autorização da agência.

"Caso o pouso não tenha ocorrido por um dos motivos citados, a operação pode ser passível de denúncia à Anac. Nesse caso, a denúncia pode vir de pessoas da comunidade/imprensa, para que a agência investigue o caso, tendo em vista que o pouso fora de um heliporto não significa irregularidade e está previsto na legislação da aviação civil", declarou a agência, em nota.

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