'Integração no Rio não tem prazo para acabar', diz Moreira Franco

Roberta Pennafort

Rio

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, disse, neste domingo, que a integração entre os governos federal e estadual para controlar a violência no Rio de Janeiro não tem prazo para acabar, nem deve durar apenas "um governo". "Terá o prazo necessário para diminuir a arrogância e a prepotência do crime organizado. A situação é terrível, constrangedora, inquietante", reconheceu, ao participar do lançamento, no Rock in Rio, do calendário de eventos "Rio de Janeiro a Janeiro", que tem como objetivo turbinar o turismo no Estado e principalmente na capital, gerar emprego e renda e dar mais chances aos jovens de comunidades pobres.

O calendário anunciado começa no Réveillon de Copacabana e se estende até dezembro de 2018. São cerca de 100 eventos, nas áreas de cultura, esporte, moda, gastronomia, entre outras. Os proponentes receberão chancela e recursos federais, num total de R$ 150 milhões. A meta é elevar o volume de turistas no Rio em 20%, o que geraria 170 mil empregos e movimentação de R$ 6,1 bilhões, segundo estimativa da Fundação Getulio Vargas.

Há eventos já bastante tradicionais, como o desfile das escolas de samba no carnaval e o festival de animação Anima Mundi, e outros novos, como a Corrida de Drones e o Rio Piro Festival, de fogos de artifício.

No lançamento, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Sérgio Etchegoyen, afirmou: "Tem solução para o Rio, e começa aqui. Nosso trabalho muitas vezes é silente e invisível. Não haverá nenhum passo atrás".

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