Tem de ser discutidas sem paixões, diz Moro sobre prisões preventivas

Thaís Barcellos e Altamiro Silva Junior

São Paulo

O juiz federal Sergio Moro afirmou que é preciso tratar da questão prisão preventiva sem paixões. A afirmação foi feita durante debate no Fórum Estadão Mãos Limpas & Lava Jato, organizado pelo jornal O Estado de S. Paulo em parceria com o Centro de Debates de Políticas Públicas (CDPP).

Moro reforçou que, apesar de ser um recurso polêmico, é importante até mesmo, às vezes, como uma maneira de a Justiça dar uma resposta à sociedade. "Mas tem que ter motivos legais."

Ele citou casos concretos da Lava Jato em que as prisões preventivas foram definidas e com motivos claros, como a de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, que desapareceu com provas. "Há caso de agentes da Petrobras com milhões de dólares ou euros no exterior. Não se pode dar a oportunidade de fugir", disse, lembrando também que é um recurso importante para interromper a corrupção serial.

Moro também disse que, na Lava Jato, na primeira instância, não há excesso de prazos, mas sim na parte recursal. "Mas, assim teríamos que esvaziar as prisões brasileiras, porque não são só criminosos de colarinho branco que estão esperando recurso."

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