Maia nega ter participado da indicação de Marun como ministro de governo

Felipe Frazão

Brasília

Apontado como articulador da reforma ministerial que o presidente da República, Michel Temer, promove nesta semana, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou que tenha influenciado a indicação do vice-líder do governo, Carlos Marun (PMDB-MS), para a Secretaria de Governo. A pasta é responsável pela interlocução do Palácio do Planalto com o Congresso, nomeação de cargos comissionados indicados por parlamentares e controle das emendas orçamentárias.

"Não recebi nenhuma informação de que o deputado Marun teria sido escolhido ministro da Secretaria de Governo. No caso da articulação política, não participei da escolha do nome. Acho Marun um ótimo nome, mas não tenho informação se foi convidado ou não. O presidente, quando escolhe, certamente tem convicção de que vai ajudar na articulação, como o deputado Imbassahy tem ajudado bastante", disse Maia.

Marun foi convidado mais cedo para o cargo atualmente ocupado pelo deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA). Auxiliares de Temer começaram os preparativos para que a posse dele ocorresse nesta quarta-feira, em conjunto com a do novo ministro das Cidades, Alexandre Baldy (sem partido-GO). Depois, no entanto, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou que o Imbassahy continua à frente da pasta por enquanto.

Maia também disse que o PSDB tem uma agenda reformista e vai votar as matérias fundamentais com o governo. Mais cedo, o partido decidiu que não fechará questão a favor da reforma da Previdência, uma das bandeiras que sempre defendeu, durante reunião da executiva nacional. A direção tucana indicou que o novo texto da reforma, a ser apresentado nesta noite pelo relator Arthur Maia (PPS-BA), é um recuo do que foi originalmente proposto, e, por isso, vai apenas recomendar apoio.

"Infelizmente a gente está vendo que o PSDB está dividido, uma parte querendo sair do governo já em dezembro, mas tenho certeza que vão continuar colaborando. O partido tem uma agenda reformista", disse Maia. "A transferência de renda invertida no Brasil, em que os que ganham mais são financiados pelos que ganham menos, tem que acabar e é o ponto principal da reforma da Previdência."

Apesar disso, o presidente da Câmara não deu como certa a aprovação da reforma, que, segundo ele, deve garantir a economia de R$ 500 bilhões: "A gente não sabe se vamos ter votos".

O presidente da Câmara afirmou que o projeto que restringe o foro privilegiado, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, vai "reorganizar uma demanda da sociedade e garantir o equilíbrio na relação entre os poderes". "Essa questão da impunidade é um problema hoje muito menor do que foi no passado", afirmou.

Maia desconversou ao ser questionado sobre a prisão hoje dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, ambos do PR e líderes de um clã político do qual foi parceiro eleitoral no Rio. "Está tomada a decisão. Vamos aguardar para ver o que de fato aconteceu. O cenário (político) do Rio já está muito modificado", disse.

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