Temer recebe visitas de aliados e deve voltar ao trabalho nesta segunda-feira

Eduardo Laguna

São Paulo

O presidente Michel Temer (PMDB) recebeu neste domingo, 26, visitas de parentes e aliados no hospital Sírio-Libanês, onde está internado desde a noite de sexta-feira, quando foi submetido a procedimento cirúrgico para desobstrução de três artérias coronárias.

O presidente está sendo acompanhado pelas três filhas, que se revezam nas visitas, e recebeu a visita do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e do deputado Heráclito Fortes (PSB). A primeira-dama Marcela Temer não esteve no local.

O quadro de saúde de Temer, como informou o último boletim médico, é estável e o presidente passou bem esta noite. Temer consegue andar em seu quarto e atende ligações de políticos. Ontem (sábado), entraram em contato com Temer os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira.

Por telefone, também conversaram no sábado com o presidente os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo). Pessoalmente, Temer recebeu as visitas do prefeito de São Paulo, João Doria, do ministro Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia) e do deputado Fábio Faria (PSD) - todas feitas no sábado.

Em geral, os contatos foram para saber sobre a saúde do presidente, mas Temer teve disposição para tratar de assuntos como a reforma da Previdência.

A alta hospitalar está prevista para esta segunda-feira, 27, de manhã e a saída do hospital deve acontecer entre 9 horas e 10 horas. O presidente voltará para Brasília e deve dar expediente no Palácio do Planalto. Sua agenda não tem compromissos oficiais marcados para esta segunda, mas ainda pode ser atualizada.

Conforme o cardiologista Roberto Kalil Filho, Temer está liberado para trabalhar normalmente após a alta. A angioplastia (alargamento de artérias) foi feita em três artérias coronárias - uma delas estava praticamente 90% obstruída, o que colocava o presidente sob risco de sofrer um enfarte. Ainda assim, o procedimento não se deu em razão de emergência.

Implantes de stents (microtubos de aço cirúrgico) foram feitos em duas das artérias do coração do presidente. Na terceira artéria, a angioplastia foi feita para alargamento do vaso, sem a implantação de stent.

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