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Relatora da intervenção no Rio votou contra Temer nas duas denúncias da PGR

 Alan Marques / Folhapress
Imagem: Alan Marques / Folhapress

Daiene Cardoso

Brasília

19/02/2018 17h41Atualizada em 19/02/2018 19h11

Próxima do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e de seu pai, o vereador César Maia (DEM-RJ), a relatora do decreto de intervenção na segurança pública no Rio de Janeiro, deputada Laura Carneiro (MDB-RJ), foi uma das emedebistas que votaram a favor do prosseguimento das duas denúncias da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. Em retaliação, a deputada foi suspensa das funções partidárias e afastada da vice-liderança da sigla na Câmara. Agora, a deputada está de malas prontas para o DEM.

Alinhada com outros cinco deputados da bancada, a parlamentar fluminense não se esquivou de discursar na votação da primeira denúncia a favor do prosseguimento da investigação. "Eu tive o cuidado de ler a denúncia, a defesa e quem fala aqui é a filha do PMDB de Nelson Carneiro e Ulysses Guimarães. A estabilidade de um País se dá pela crença e pela esperança de seu povo. Senhor presidente, eu voto pelo envio da matéria ao Supremo Tribunal Federal", disse na ocasião.

De perfil independente, combativa e sem papas na língua, Laura Carneiro circula bem entre os partidos do bloco governista e de oposição. Mesmo integrando a base aliada, Laura é um dos votos contra a reforma da Previdência e contra a privatização da Eletrobras.

A deputada é filha do senador Nelson Carneiro (MDB), autor da emenda constitucional aprovada em 1977, que permitiu o divórcio no Brasil. A emedebista herdou o eleitorado do pai e hoje concentra votos na capital do Estado.

Laura Carneiro foi eleita deputada federal pela primeira vez em 1995 e desde então já passou pelo PSDB, PP, PTB e o antigo PFL. Em 2008, se distanciou de César Maia por apoiar a candidatura de Eduardo Paes à prefeitura do Rio. Na época, Laura era assessora especial de César Maia e deixou o cargo após se recusar a apoiar Fernando Gabeira (PV) na disputa.

Em seu quarto mandato, a emedebista conseguiu em sua última eleição 34.550 votos e apenas uma vaga de suplente. Só em janeiro do ano passado foi efetivada como titular. Ao escolher a deputada como relatora do decreto de intervenção, Maia dá a ela a chance de se destacar junto ao eleitorado fluminense e voltar à Câmara como titular.