Começa segunda reunião para avaliar situação dos caminhoneiros

Julia Lindner, Fernando Nakagawa e Tânia Monteiro

Brasília

Começou por volta das 17h30 deste sábado, 26, a segunda reunião de avaliação da crise do abastecimento no Palácio do Planalto com o presidente Michel Temer e ministros. Segundo a assessoria de imprensa, estão presentes os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Defesa, general Silva e Luna, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, entre outros.

Diante da continuidade das paralisações de caminhoneiros em todo o País, Temer assinou um decreto antes da reunião que autoriza o poder público a requisitar "veículos particulares necessários ao transporte rodoviário de cargas consideradas essenciais".

Este foi considerado mais um passo de endurecimento com os manifestantes, com que o Planalto está em queda de braço desde ontem, quando não cumpriram o acordo de desobstruir as estradas e liberar as bases de distribuição para a saída de caminhões de combustíveis.

O texto diz que caberá ao Ministro da Defesa determinar os condutores desses veículos "desde que possuam a habilitação específica exigida pela legislação de trânsito". Poderão ser requisitados a conduzir servidores de qualquer órgão ou entidade da administração pública e militares das Forças Armadas. O decreto entra em vigor hoje.

Ao longo do dia, a estratégia do governo de acionar as forças federais conseguiu levar combustível para alguns aeroportos, entre eles o de Brasília, e postos de combustível.

Avaliação

A decisão foi tomada depois da primeira reunião de Temer com os ministros, na manhã deste sábado, que consideram importante abrir caminho para entrar em todas as refinarias e viabilizar a distribuição de combustível, com militares dirigindo os caminhões.

A participação do presidente não estava prevista no encontro, mas ele decidiu ir cedo para o Palácio do Planalto e foi direto para o quarto andar, onde a reunião acontecia.

Também amanhã estão previstas outras duas reuniões de avaliação no Planalto para "acompanhar a conjuntura, a evolução dela, e fazer um alinhamento das percepções porque isto é uma operação de interagências, com Forças Arnadas trabalhando de forma integrada com outras forças, federais e estaduais, e isso precisa ser alinhado", conforme havia informado o ministro da Defesa.

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