Em encontro com membros da Assembleia de Deus, Temer pede orações

André Borges

Brasília

O presidente Michel Temer participou nesta quinta-feira, 31, de um culto na Assembleia de Deus, em Brasília. Antes de ser recebido no templo, um bispo chegou a orientar os fiéis para que não vaiassem o presidente. O pedido foi atendido. Quando Temer chegou, foi aplaudido. "Aqui você só vai ser aplaudido, porque aqui aprendemos a respeitar as autoridades constituídas", disse o bispo Manoel Ferreira, ao receber o presidente.

Em seu discurso, Temer pediu aos presentes que orassem por ele e por seu governo. O presidente, que deixou o encontro sem falar com a imprensa, afirmou que o fim da greve dos caminhoneiros se deu por meio de diálogo e sem o uso da força. "Graças a Deus, estamos encerrando essa greve dos caminhoneiros, por meio de uma atitude minha que, muitas vezes, tem sido criticada, que é o diálogo", disse Temer. "Eu não uso a força, e nem mesmo a autoridade. A força, jamais. Até mesmo a autoridade, só depois de empreender o diálogo."

Temer, que estava acompanhado do pré-candidato do MDB, Henrique Meirelles, disse que mantinha em sua mesa, na Presidência da República, dois livros, a Constituição Federal e a Bíblia.

"Eu confesso que, nos poucos momentos que eu tenho livre na minha sala, eu abro um pouco a Constituição, quando tenho dúvida de natureza organizativa, mas abro frequentemente a Bíblia. Aliás, deixo aberta. Mas de vez em quando folheio porque dizem 'quando você tiver uma dificuldade, veja na Bíblia que você terá um caminho'. E não foram poucas as vezes que eu abri a Bíblia, assim, sem nenhuma intenção a não ser aquela do tipo 'Deus, me dê um caminho'. Quando abria numa folha qualquer, numa página qualquer, eu lia um Salmo, um Provérbio, o que fosse e lá eu encontrava o caminho para aquele dia", disse.

O presidente afirmou que "os dias na Presidência não são dias fáceis, especialmente no momento em que o País perdeu um pouco a noção da cerimônia, da solenidade, da liturgia, do respeito, da educação, que é uma coisa importantíssima".

O presidente disse que, durante a greve dos últimos dez dias, não houve nenhum ato de violência por parte do Estado Brasileiro. "A única morte que ocorreu, lamento dizer, foi de uma atividade política de alguém que atirou um tijolo em um caminhão, e acabou atingindo a cabeça de um caminhoneiro, mas não houve nada em oito, nove, dez dias. Nós estamos saindo dela com a maior tranquilidade."

Temer disse que foi um exemplo da força do diálogo e de sua autoridade. "Quando o diálogo começou a falhar, eu chamei as forças federais todas para se conectarem, para se aliarem, e pacificarem o País. Isso deu um resultado extraordinário, comentou Temer. "Acho que eu fui chamado no dia de hoje, viu bispo Manuel Ferreira, iluminado por Deus, porque... na verdade, disseram, 'olha., vá lá no templo da Assembleia de Deus comemorar a pacificação do País. Acho que foi isso que nós fizemos."

O presidente, que antes tinha se reunido com 27 presidentes estaduais da Assembleia de Deus no País, procurou destacar realizações de seu governo, como a reforma do ensino médio, que preservou "os direitos morais do nosso sistema".

Eleições

Temer destacou que o País vai entrar em um ciclo das eleições e pediu aos fiéis que não se baseiem em nomes, mas em projetos de governo. O presidente encerrou sua fala com um pedido de orações em seu nome. "Eu peço que orem por mim e orem pelo governo. Orando por mim e pelo governo, estarão orando pelo País."

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