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'Vai ajudar muito na articulação política', diz Bolsonaro sobre Ramos

Renata Agostini

Brasília

14/06/2019 12h42

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o general Luiz Eduardo Ramos, que assumirá a Secretaria de Governo, tem boas características para o cargo, como bom trato com a imprensa e experiência política.

"Uma vantagem em relação ao Santos Cruz é que ele foi assessor parlamentar. Vai ajudar muito na articulação política", disse o presidente nesta sexta-feira, 14 durante café da manhã com jornalistas, ao qual a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo foi convidada.

Apesar de sinalizar o reforço na articulação com o Congresso, ele defendeu a atuação do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Segundo Bolsonaro, ele é "muito melhor" do que nomes que passaram pelo cargo, como Dilma Rousseff e Berenice Guerra.

"Por que lá atrás a articulação tinha menos ruído? Era saliva ou (oferta de) estatais e ministérios?", questionou.

Segundo Bolsonaro, ele está disposto a cumprir o prometido na campanha e manter "um ministério técnico" e o Congresso já se adequou a essa nova forma de governar.

"Hoje há entendimento por vários parlamentares. Está pacificado no parlamento essa questão: a interlocução é de outra forma", disse.

A troca na Secretaria de Governo foi anunciada nesta quinta-feira, 13. Bolsonaro afirmou que a saída do general Carlos Alberto dos Santos Cruz foi resultado de uma "separação amigável" e que gostaria que ele seguisse no governo em outra função.

"Não adianta querer esconder, problemas acontecem. Mas ele continua no meu coração", disse Bolsonaro sobre Santos Cruz. "Continuo aberto a ele. É uma pessoa excepcional. Seria muito bom se ele pudesse ficar em outro cargo no governo.

Correios

O presidente afirmou que ofereceu a Santos Cruz a presidência dos Correios. Ele anunciou que decidiu demitir o presidente da estatal, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, por ter ido ao Congresso e se comportado como sindicalista. Segundo Bolsonaro, ele posou para fotos com políticos da oposição, como do PT. Não há definição, contudo, sobre quem irá assumir os Correios.

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