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MP-MS abre operação contra advogados sob suspeita de ligação com célula do PCC

Investigações indicam que eles usam o acesso reservado a traficantes para levar recados a membros da organização criminosa - Ruthson Zimmerman/Unsplash
Investigações indicam que eles usam o acesso reservado a traficantes para levar recados a membros da organização criminosa Imagem: Ruthson Zimmerman/Unsplash

São Paulo

26/03/2022 13h30Atualizada em 26/03/2022 18h21

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu nesta sexta-feira, 25, a Operação Courrier para aprofundar uma investigação sobre suspeitas de associação entre advogados e membros da facção criminosa 'Sintonia dos Gravatas', célula do Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) indicam que advogados usam o acesso reservado a traficantes presos para levar recados a membros da organização criminosa fora da cadeia.

Ao todo, foram cumpridos 38 mandados judiciais de prisão e busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados, Jardim e Jaraguari. Entre os alvos estão seis advogados, um servidor do Poder Judiciário, um servidor da Defensoria Pública e um policial penal.

De acordo com o MP, houve participação do grupo investigado inclusive no planejamento de atentados contra um promotor e um juiz da capital.

A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS) acompanhou a operação. A OAB também criou uma comissão especial para monitorar o caso.

"A OAB/MS sempre pautou-se pela ética profissional, não coadunando com qualquer conduta ilícita, ainda mais quando se refere à advocacia. O caso também será analisado pelo Tribunal de Ética e Disciplina, sempre obedecidos o contraditório e a ampla defesa", informou a entidade.

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