Obama anuncia plano para fechar prisão de Guantánamo

NOVA YORK, 23 FEV (ANSA) - O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou hoje, dia 23, o plano da Casa Branca e do Pentágono para o fechamento da prisão de Guantánamo. "Está claro que a prisão de Guantánamo não ajuda em nossa segurança nacional", disse, em pronunciamento na Casa Branca, acrescentando que a existência da cadeia "mina nossa posição no mundo".   

Ainda segundo Obama é preciso aprender com as lições após 11 de setembro. "Não se trata de fechar Guantánamo, mas de encerrar um capítulo da nossa história".   

"Vamos dar às novas gerações as lições de como lutar com o terrorismo sem ter os problemas e cometer os erros que cometemos" na base militar.   

A medida é uma das bandeiras do governo de Obama e foi uma de suas principais promessas de campanha eleitoral em 2008. "Se fosse fácil, já teríamos feito isso há anos, como eu quero fazer há anos", concluiu.   

Obama ainda lembrou que seu antecessor, George W. Bush, também havia falado em encerrar as atividades no local. "Não quero passar esse problema para o próximo presidente, seja quem for". O mandatário também já disse em mais de uma ocasião que gostaria de conseguir fechar o local antes de deixar a Presidência, no final deste ano.   

Aberto há mais de uma década, após os atentados do dia 11 de setembro de 2001, no auge da chamada "Guerra ao Terror", o local é constante alvo de críticas por seus métodos não ortodoxos e pelo fato de que os detidos no local não chegaram a passar por julgamento. Organizações humanitárias ainda alegam que Guantánamo é palco de violações dos direitos humanos e de tortura.   

Além disso, a instituição é uma fonte de gastos muito grande para o governo. Segundo Obama, o Pentágono deve economizar cerca de US$ 85 milhões com o fechamento de Guantánamo.   

Especialistas ainda alegam que Guantánamo é utilizada como propaganda contra os Estados Unidos por extremistas islâmicos como forma de recrutar novos militantes.   

Mais de 90 pessoas continuam presas na base militar localizada em Cuba. Obama explicou que irá transferir 35 detidos a seus países de origem, enquanto os demais, considerados mais perigosos, devem ser levados a penitenciárias de segurança máxima em solo norte-americano.   

Apesar de entender que a presença de tais terroristas no país pode preocupar a população, Obama destacou que é possível julgá-los e ainda assim garantir a segurança da população.   

"Vamos trabalhar com o Congresso para encontrar um lugar seguro nos EUA para enviar os presos", concluiu.   

Muitos congressistas, não apenas da oposição republicana, que é maioria na Casa, são contrários ao fechamento do estabelecimento e essa será uma dura batalha. "Se não fizermos o que precisamos fazer agora ... seremos questionamos pelas próximas gerações", concluiu. (ANSA)
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