França faz ações militares clandestinas contra EI na Líbia

PARIS, 24 FEV (ANSA) - Sem autorização para uma intervenção na Líbia, a França estaria conduzindo clandestinamente ações militares terrestres para combater o grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis), de acordo com uma denúncia feita nesta quarta-feira (24) pelo jornal "Le Monde".   

O diário disse que a França está em "uma guerra secreta" e que, desde fevereiro, há comandos franceses em Benghazi, no leste do país, para "dar suporte" às operações militares conduzidas pelo Exército de Khalifa Haftar. Já a versão britânica do jornal "Huffington Post" disse que as forças especiais francesas estariam com uma base em Benina, onde "criaram um comando de coordenação" das operações com a Líbia.   

Citado pelo "Le Monde", um alto representante do Ministério da Defesa da França admitiu que "uma intervenção na Líbia" seria a última opção contra o EI. "Devemos evitar qualquer topo de intervenção militar aberta. O objetivo é atingir as posições do Estado Islâmico para frear seu crescimento na Líbia", confessou. O jornal também destacou que, diante da crescente ameaça do EI, que em novembro do ano passado realizou uma série de ataques em Paris, o presidente François Hollande teria optado por ações militares não-oficiais. O Estado Islâmico tem conquistado porções de terra e influência na Líbia devido a um vácuo de poder deixado pela guerra civil que assola o país desde a queda do regime de Muammar Kadafi, em 2011. Mediados por um acordo internacional e pelas Nações Unidas, as principais forças de oposição da Líbia concordaram em tentar formar um novo governo, mas nada ainda foi concretizado. A comunidade internacional teme que as operações contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque (tanto as da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos quanto as da Rússia, com apoio de Damasco) obriguem os jihadistas a procurarem refúgio na Líbia.   

O ministro italiano das Relações Exteriores, Paolo Gentiloni, disse que Roma está "coordenando os esforços de planejamento" para "responder às demandas do novo governo líbio na área de segurança". "Estamos aguardando um plano internacional, mas o processo é muito frágil e o caminho não é certo", comentou o chanceler.   

"Devemos distinguir as ações contra o terrorismo daquelas soluções para a crise líbia. São dois terrenos distintos", ressaltou. (ANSA)
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