Ministra italiana descarta intervenção militar na Líbia

ROMA, 25 FEV (ANSA) - A ministra de Defesa italiana, Roberta Pinotti, descartou nesta quinta-feira, dia 25, a possibilidade de uma intervenção militar do país na Líbia.   

"A Líbia poderá se estabilizar somente por meio da intervenção de forças locais", disse, em entrevista ao programa "Telefonata". "Uma operação militar em solo líbio é impensável", concluiu.   

Ainda segundo Pinotti, "a falha do voto por um governo de união nacional é um sinal negativo e estamos preocupados com os constantes adiamentos". Apesar de descartar a intervenção militar, a ministra destacou que, assim que um governo líbio assumir o Poder, será necessário enviar ajuda para as questões de segurança e "19 países estão trabalhando nisso sob a coordenação da Itália".   

A Líbia é historicamente muito próxima da Itália por ser uma ex-colônia e também por conta da proximidade territorial. Um dos principais medos da Itália no que diz respeito aos conflitos na Líbia é de que jihadistas conquistem o território e de lá tentem invadir o país. Militantes do Estado Islâmico (EI, ex-Isis) já disseram em diversas ocasiões que um de seus maiores objetivos é Roma. Histórico - A crise na Líbia teve início em 2011, após a revolução fomentada pela Primavera Árabe, e a morte do ditador Muammar Kadafi. Os dois fatos levaram a nação ao caos total por não ter um Poder que conseguisse unir o país. Um ano após a queda do regime e em pleno processo de reconstrução, ocorreram as primeiras eleições livres que pareciam levar os líbios a uma verdadeira democracia. Mas, os confrontos ainda remanescentes e a violência entre várias milícias e os ex-rebeldes que não abandonaram as armas, complicaram a situação cada vez mais. No verão de 2014, o país entrou em colapso total com a divisão entre as instituições políticas - Tobruk e Trípoli - e a guerra entre as milícias de Zintan e Misurata pelo controle da capital.   

Para piorar o cenário, a área de Sirte - ao norte - caiu nas mãos dos terroristas do EI onde houve a imposição de um tipo de emirado baseado na rígida interpretação da sharia (lei islâmica). (ANSA)
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