Macri chega a Roma para encontro com Papa e Renzi

FIUMICINO, 26 FEV (ANSA) - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, chegou nesta sexta-feira (26) a Roma para uma visita oficial, em mais um gesto de reaproximação diplomática entre os dois países. O mandatário será recebido neste sábado pelo papa Francisco, no Vaticano. Será o primeiro encontro entre o presidente recém-eleito da Argentina, que tomou posse em dezembro, e seu conterrâneo, Jorge Mario Bergoglio, que assumiu a liderança da Igreja Católica em março de 2013. "O presidente não terá agenda oficial durante o dia de hoje, porque não vamos fazer nada antes de nos reunirmos com o Papa", disse à imprensa argentina um porta-voz de Macri. No fim da tarde, porém, está previsto um encontro com o reitor da Universidade de Bolonha, Ivano Dionigi, mas o compromisso consta na agenda como uma atividade pessoal, e não oficial. A audiência com Francisco está marcada para às 12h locais (8h no horário de Brasília). Os dois discutirão uma "agenda aberta", mas Macri deverá oferecer ajuda da Argentina para receber refugiados sírios e imigrantes que fogem de guerras no norte da África e no Oriente Médio.   

Além disso, o presidente espera que o Papa aprove diretrizes sociais de seu governo, como programas de redução da probreza e luta contra o narcotráfico, e que os coloque em linha com a doutrina da Igreja Católica.   

Em seguida, Macri deve ver o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, que, por sua vez, esteve na Argentina nos últimos dias 15 e 16 de fevereiro. Mais tarde, o mandatário almoçará no Palácio do Quirinale com o presidente italiano, Sergio Mattarella. A intenção do governo argentino é aprofundar os laços com a Itália para melhorar os investimentos italianos no país e o comércio bilateral. Uma das promessas de Macri a Renzi foi a reconstrução do monumento do navegador italiano Cristóvão Colombo diante da Casa Rosada, em Buenos Aires, retirado pela sua antecessora, Cristina Kirchner. Durante os dois mandatos de Cristina Kirchner (2007-2015), a relação entre a Argentina e a Itália esfriaram. Além disso, a ex-mandatária tinha desavenças pessoais com o Papa, que já fez críticas abertas ao seu governo quando ainda era arcebispo de Buenos Aires. A principal oposição de Bergoglio foi contra a aprovação do casamento gay, em 2010. (ANSA)
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