Apesar de trégua, rebeldes denunciam ataques em Damasco

ROMA, 27 FEV (ANSA) - Apesar do cessar-fogo iniciado à meia-noite e um deste sábado (27), a TV estatal da Síria denunciou vários ataques em "áreas residenciais" da capital do país, Damasco. Apesar de não identificar quem realizou os ataques, a emissora afirmou que grupos de rebeldes denunciaram "ações lançadas por terroristas" em bairros na entrada da capital. Essa seria a primeira violação da trégua assinada por Estados Unidos e Rússia, com o aval do governo de Bashar al-Assad, no país.   

Ainda hoje, um carro-bomba teria explodido e matado duas pessoas em Damasco. A ação não foi reivindicada por nenhum grupo. Apesar dos incidentes, ativistas que lutam contra Assad afirmaram que a situação está "calma" em todas as áreas não controladas pelos grupos terroristas Estado Islâmico (EI, ex-Isis) e Frente al-Nusra, mas que é preciso "cautela".   

Após cinco anos de guerra civil, mais de 250 mil sírios foram mortos e cerca de 11 milhões foram obrigados a abandonar suas casas e buscar refúgio em outros estados ou em outras nações.   

Caso o primeiro cessar-fogo conseguir ser respeitado, as negociações de paz para a Síria serão retomadas no dia 7 de março. Nesse acordo, não está incluído o fim do bombardeamento contra bases do EI e do al-Nusra, considerados terroristas pelas Nações Unidas (ONU). Apenas o fim das hostilidades entre grupos políticos e armados rivais, que tentam derrubar o ditador Assad do poder.   

- Obama pede que ninguém tenha "ilusões" O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu que ninguém tenha "ilusões" sobre o cessar-fogo na Síria.   

"Há muitos motivos para sermos céticos. Na melhor das hipóteses, a violência não parará rapidamente. Às equipes de ajuda humanitária deve ser consentida a liberação para ir à áreas sob ataques. [A trégua] depende muito se o regime sírio e a Rússia mantiverem seus compromissos", disse o mandatário ressaltando que a única forma de colocar fim à guerra síria e derrotar o EI é "colocar fim à guerra civil e ao caos na Síria".   

EUA e Rússia têm posturas diferentes sobre a crise no país. Para os primeiros, é preciso derrubar Assad para conseguir encontrar a paz. Já os russos defendem o presidente e ajudam nos ataques aéreos contra os opositores sírios. (ANSA)
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