Macedônia fecha fronteira com a Grécia e encerra 'rota balcânica' de refugiados

Em Skopje

  • Alexandros Avramidis/Reuters

    1º.mar.2016 - Menino senta em frente a bloqueio policial na fronteira Grécia-Macedônia

    1º.mar.2016 - Menino senta em frente a bloqueio policial na fronteira Grécia-Macedônia

Desde a meia-noite desta quarta-feira (9), a Macedônia não aceita mais solicitantes de refúgio sem documentos. Skopje decidiu fechar suas fronteiras com a Grécia após os países da rota balcânica - Sérvia, Croácia e Eslovênia - terem anunciado que não permitiriam mais a entrada de imigrantes sem documentos válidos.   

Nas últimas horas, nenhum solicitante de refúgio cruzou a divisa entre Grécia e Macedônia, o que pode piorar ainda mais a já alarmante situação do campo de acolhimento grego de Idomeni, que abriga quase 15 mil pessoas, a maioria delas vivendo sem condições mínimas de higiene e em tendas precárias que afundam na lama.   

Por outro lado, pouco mais de mil solicitantes de refúgio estão no acampamento de Tabanovce, na divisa entre Macedônia e Sérvia.   

Lá, eles convivem com a escassez de comida e a falta de proteção contra a chuva e a neve. Na prática, a medida adotada por Skopje fecha a chamada "rota balcânica" dos refugiados que saem do Oriente Médio, principalmente da Síria, e passam por Turquia, Grécia, Macedônia, Sérvia, Hungria, Croácia e Eslovênia. Seu objetivo é chegar à parte mais rica da União Europeia, com destaque para Alemanha e Áustria.   

"O fluxo irregular de imigrantes ao longo da rota dos Bálcãs ocidentais terminou. Não é uma questão de ações unilaterais, mas uma decisão comum aos 28 [países da UE]. Agradeço aos países dos Bálcãs pela implantação de parte da estratégia europeia para gerir a crise", disse no Twitter o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.   

O fechamento da rota balcânica é resultado das negociações entre Bruxelas e Turquia, que estabeleceram que todos os solicitantes de refúgio que desembarcarem na Grécia sem documentos sejam devolvidos, com os custos das viagens pagos pela União Europeia.   

Para cada clandestino que Ancara receber de volta, ela mandará um regular para ser alocado nos países do bloco.   

Segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), quase 126 mil imigrantes já fizeram a travessia entre Turquia e Grécia em 2016, enquanto outros 321 morreram tentando.

Conheça as principais rotas de imigração no Mediterrâneo

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