Festival de Veneza começa sob clima de tristeza e tensão

SÃO PAULO, 30 AGO (ANSA) - Sempre marcada pelo glamour de um cenário único no planeta, a Mostra Internacional de Cinema de Veneza é um dos principais eventos do calendário cultural italiano e europeu e uma ocasião para reunir o melhor da Sétima Arte. Mas, desta vez, o festival será realizado sob um clima mais pesado do que o habitual. Enquanto 20 filmes lutam pelo Leão de Ouro de 2016, a Itália ainda busca vítimas do terremoto que devastou cidades da região central do país há uma semana e pensa em formas de reconstruir os locais atingidos e abrigar os milhares de desalojados.   


O tremor de Rieti, que teve magnitude 6 na escala Richter e matou mais de 290 pessoas, causou impactos imediatos na programação da mostra. O tradicional jantar de gala que acontece após a cerimônia de abertura foi cancelado em respeito às vítimas do terremoto, assim como a recepção das estrelas em Lido, a praia de Veneza.   


Todos os eventos públicos devem ter caráter mais "discreto", segundo a Biennale di Venezia, reservando o luxo e o glamour para celebrações privadas nos hotéis e palácios da cidade. Além disso, a 73ª edição do festival deve promover uma ação solidária para ajudar os milhares de cidadãos afetados pelo tremor.   


A mostra também acontece em um momento de alta tensão em Veneza por conta do turismo de massa, com a disseminação de cartazes contra turistas e de fotos nas redes sociais mostrando o comportamento de viajantes mal educados.   


A cidade enfrenta um longo período de queda populacional, com seus habitantes forçados a se mudarem por conta do caos provocado pelo turismo em algumas regiões, como a da praça San Marco, e da elevação do custo de vida local.   


Atualmente, a lagoa de Veneza conta com 55 mil habitantes, número que deve cair para 54 mil nos próximos meses. Em média, 2,6 moradores abandonam a capital do Vêneto a cada dia.   


Início - A abertura da 73ª Mostra de Veneza será na noite desta quarta-feira (31) e contará com a presença do governador Luca Zaia, do prefeito Luigi Brugnaro e do ministro dos Bens Culturais Dario Franceschini.   


Na cerimônia, o diretor polonês Jerzy Skolimowski receberá um Leão de Ouro honorário pelo conjunto de sua obra, logo antes da exibição de "La La Land", filme do norte-americano Damien Chazelle que abre o festival em 2016.   


O longa conta com elenco estrelado (Emma Stone, Ryan Gosling, John Legend e J.K. Simmons) e faz uma homenagem à "era de ouro" dos musicais nos Estados Unidos. Também serão projetados dois curtas do cineasta iraniano Abbas Kiarostami, morto em julho passado, e um documentário sobre sua vida.   


A mostra vai até 10 de setembro e tem 20 concorrentes ao Leão de Ouro, mas não selecionou nenhum filme do Brasil. (ANSA)
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