Com guerra entre PCC e CV, governo quer transferir presos

SÃO PAULO, 19 OUT (ANSA) - O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, reuniu-se na tarde da última terça-feira (18) com a governadora de Roraima, Suely Campos, para discutir a situação dos presídios do estado. No último domingo, uma rebelião na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo deixou mais de 10 mortos.   


Após a conversa, o ministro anunciou uma série de medidas do governo federal para ajudar a reprimir a onda de violência, entre elas a transferência de 16 líderes de facções para outras unidades federais e o envio de equipamentos para as equipes táticas.   


O Ministério da Justiça aguarda confirmação das outras unidades federais sobre onde há vagas disponíveis para efetivar a transferência dos detentos. De acordo com Moraes, o governo federal enviará kits para a equipe de Força Tática da Polícia Militar do estado, grupamento que entra em presídios para conter rebeliões.   


Além disso, o estado receberá outros equipamentos no valor de R$ 1,5 milhão, herança da segurança utilizada nos jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro. Entre os materiais estão armamentos, aparelhos de raio-x e viaturas.   


Os 32 agentes da equipe de Força Tática receberão escudos, pistolas, armas químicas e coletes à prova de bala. O objetivo deste kit é reprimir rebeliões com mais eficácia. Já os outros equipamentos são preventivos para ações como a de domingo na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo.   


A rebelião do dia 16 foi detonada após integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, terem invadido uma área destinada a integrantes do Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, durante o horário de visitas.   


Muitas vítimas foram decapitadas e queimadas, dificultando o reconhecimento. Após anos de trégua, as duas facções voltaram a entrar em rota de colisão por conta da disputa pelo domínio do tráfico de drogas na fronteira com países como Paraguai, Bolívia e Uruguai e também em alguns estados, incluindo Roraima.   


Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", PCC e CV também estão em guerra em Rondônia, Mato Grosso do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte e Alagoas. Citado pelo diário, o procurador de Justiça Márcio Sérgio Christino explicou que a relação entre as quadrilhas se deteriorou com o assassinato do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, em junho, durante uma emboscada na fronteira com o Paraguai.   


A região então passou a ser dominada pelo PCC, e o CV, de quem era aliado, imaginou que pudesse lucrar com o tráfico na área fronteiriça. "Mas aconteceu o contrário. Quando eles perceberam a situação, o PCC já tinha dominado tudo", disse Christino, ainda de acordo com o "Estadão".   


A guerra pode ganhar contornos ainda mais sangrentos, já que o CV estaria se aliando a facções locais para barrar o PCC fora de São Paulo. (ANSA)(Com informações da Agência Brasil)
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