Abbas é mais uma vez eleito líder do Al Fatah

JERUSALÉM, 30 NOV (ANSA) - Por Massimo Lomanco. O chefe da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, foi reeleito por unanimidade para um novo mandato de 5 anos como titular do Al Fatah, partido mandatário do movimento palestino. A decisão foi tomada pelo sétimo congresso da organização que aconteceu na última terça-feira (29) em Muqata, o palácio presidencial em Ramallah, na Cisjordânia. A eleição acabou definitivamente com os boatos que já circulam há um tempo de que a reunião desta terça seria a ocasião de ver pela primeira vez o futuro do Al Fatah sem seu atual presidente, opinião divulgada majoritariamente pelos opositores internos de Abbas. Com 81 anos, o sucessor de Yasser Arafat pôde liderar com firmeza o Al Fatah e impedir o caminho de Mohammed Dahlan, considerado o principal opositor do dirigente palestino. Expulso em 2011 do partido palestino, Dahlan ainda tem um consistente número de seguidores e várias vezes países do chamado "quarteto árabe", composto por Emirados Árabes, Egito, Arábia Saudita e Jordânia, pedem a Abbas que ele readmita Dahlan na legenda. Al Fatah, e sendo assim seu líder, é o coração da Organização da Libertação da Palestina (OLP), na qual estão representados os diversos grupos políticos palestinos, inclusive o Hamas, grupo armado terrorista. O partido também tem o poder de estabelecer a política palestina frente a Israel com as negociações e acordos de paz entre os dois. Após a vitória de Abbas, o líder do Hamas, Khaled Meshaal, enviou uma mensagem na qual disse que o grupo comandado por ele "está pronto para todos os requerimentos para a sua associação com o Fatah e com todas as forças palestinas para beneficiar nosso povo, a sua causa, e a sua batalha contra a ocupação de Israel", disse Meshaal.   

O líder também insistiu na necessidade do "cumprimento de reconciliação" com o Al Fatah, objetivo em jogo há um tempo, mas por enquanto sem nenhum resultado, para "por um fim na divisão palestina", disse Meshaal. Na conferência desta terça, participaram 1.322 delegados da Cisjordânia, de Gaza e outras 60 delegações de 28 países e de organizações externas, como do Partido Comunista Chinês, a Internacional Socialista e o enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) na área, Nikolay Mladenov. No congresso, que tem cinco dias de duração, também se eligirá um comitê central, com 22 membros, e o Conselho Revolucionário, com 125 membros. (ANSA)
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