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Temer garante que chegará ao fim de 2018 com 'casa em ordem'

30/05/2017 11h27

SÃO PAULO, 30 MAI (ANSA) - Por Beatriz Farrugia - Em meio à maior crise política enfrentada por seu governo, o presidente Michel Temer tentou demonstrar hoje (30) otimismo ao mercado e a investidores estrangeiros, garantindo que permanecerá no cargo até o fim de 2018 e que as reformas serão aprovadas. No "Fórum para Investimentos Brasil 2017", que reuniu a equipe de governo em São Paulo, Temer afirmou que entregará "a casa em ordem" ao próximo presidente, porque não desistirá das reformas previdenciária e trabalhista. "Nós pusemos o país nos trilhos. Chegaremos ao fim de 2018 com a casa em ordem. Tenho confiança na capacidade de superação do brasileiro e na solidez das nossas instituições", disse. "Seria cômodo que eu assumisse o governo, mas deixasse para meu sucessor as reformas", acrescentou Temer.   


"Em um presidencialismo democrático, quem governa é o Executivo junto com o Legislativo. Portanto, governamos juntos e com muito diálogo", assegurou o peemedebista, ao lado dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira. Por sua vez, Maia prometeu cumprir a agenda do governo e aprovar as medidas. "Hoje a previdência garante privilégios a poucos e precisamos ter coragem de dizer isso. A reforma da previdência é o coração das nossas reformas", comentou. "Depois da previdência, estamos prontos para seguir com a microagenda para que possamos acabar com a demagogia e o populismo", criticou o presidente da Câmara. O fórum de investimentos também reuniu o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, possível candidato à Presidência, e o prefeito João Doria, ambos do PSDB, partido que recentemente ameaçou deixar a base governista devido às denúncias contra Temer na delação dos executivos da JBS. "O Brasil é mais forte que qualquer crise. Mantenham sua esperança no Brasil, acreditem no país e mantenham seus investimentos aqui", pediu Doria. "O Brasil não quer populismo, quer investimento, competitividade, renda", comentou Alckmin, afirmando que "reformas estruturais são necessárias para o país ter um forte crescimento". (ANSA)
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